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Ciclistas rondonenses passam por 13 municípios e completam 300 quilômetros em 16 horas de pedal

Foram praticamente 48 horas sem dormir, enfrentando chuva, frio e vento contra. Agora, integrantes do Corujas Bikers estão empolgados para organizar um desafio de 600 Km


calendar_month 13 de setembro de 2022
4 min de leitura

Com direito à chuva, frio e muita emoção, os Corujas Bikers – grupo de ciclismo de Marechal Cândido Rondon – realizou, na última semana, a 3ª edição do Desafio 300 Km. Os nove cicloaventureiros saíram de Marechal Rondon à meia-noite da última quarta-feira (07) e retornaram ao município por volta das 20 horas.

Cristiano Viteck, Anderson Girardello, Leonardo Vanzetto, Cida Aires, Marcos Douglas Scherer, Adriano Kotz, Adilson Barbosa, Neumar Engelmann e Daniel Bergmann passaram por 13 municípios em uma aventura que durou 20 horas, 16 destas pedalando. Dois dos ciclistas tiveram que terminar o trajeto no carro de apoio, onde Rodrigo Skrosk e Everson Neukinchen estavam salvando a pátria.

“Além de socorrer o ciclista em qualquer eventualidade, o carro de apoio leva também comida, água e roupa extra caso precise. Ir no carro de apoio é quase tão difícil quanto pedalar, porque exige bastante paciência, já que está sempre esperando os ciclistas. A gente agradece muito”, enaltecem os integrantes do grupo.

Trajeto do Desafio 300 Km do grupo de pedal Coruja Bikers (Imagem: Reprodução)

Chuva no percurso

Enquanto alguns dos participantes tiveram nessa experiência seu pedal mais longo, outros já são veteranos no desafio. Viteck completou os 300 quilômetros de pedal pela segunda vez e, ao O Presente, garante que o percurso ocorreu conforme planejado. Bem, quase tudo.

“O que não esperávamos foi a chuva que pegamos durante a madrugada. A previsão era pequena, não chegava a dois milímetros, mas tivemos três momentos com chuva forte, logo na saída, depois em Santa Helena e em Moreninha. Alguns conseguiram escapar da chuva, outros acabaram se molhando, o que deixou a pedalada mais difícil, porque estava frio e, estando molhado, a temperatura tende a cair”, conta.

Um dos que se molhou no caminho foi Marcos Scherer, o Bolinha, que se aventurou pela primeira vez no desafio. Ele e um colega estavam à frente do grupo quando a chuva os atingiu. “Estava 13ºC e sentimos bastante frio, então chegamos em um posto onde pegamos estopas para se secar e torcemos as roupas para secar. A gente ia aguardar o pessoal, mas optamos em seguir pedalando para aquecer o corpo”, relata.

Além da chuva, os cicloaventureiros enfrentaram vento soprando contra de São Miguel do Iguaçu até o Contorno Oeste em Cascavel, assim como pedalaram por trechos de declive acentuado, especialmente entre Missal e Matelândia. “Não tivemos problemas mais graves. Até pneus furados, o que geralmente acontece bastante, tivemos poucos episódios”, expõe Viteck.

Desafio pessoal

Além da chuva, o cansaço também acompanhou os ciclistas em alguns momentos. “Passamos 48 horas sem dormir, praticamente. Ficamos a noite acordado e metade dela na bicicleta. O cansaço vem e, assim como a chuva e o frio, isso interfere. Por outro lado, estava nublado, o que compensa um pouco do desgaste”, pondera o veterano do desafio, frisando que a dificuldade do percurso varia para cada atleta: “50% do preparo é físico, mas a outra metade é psicológico, precisa estar em dia”.

Bolinha acompanhou os cicloaventureiros nas outras edições do Desafio 300 Km, primeiro no carro de apoio e, em 2021, acompanhou o grupo no fim do trajeto. Neste ano, ele se sentiu preparado para participar da aventura, que foi o pedal mais longo que ele fez de uma só vez – em janeiro, o rondonense foi até Balneário Camboriú em cima de duas rodas, em uma cicloviagem que durou cinco dias e cobriu 875 quilômetros em uma média de 180 km/dia.

“Assim como os colegas, venho me preparando há um bom tempo. Há um ano comecei a preparação no spinning (modalidade de ciclismo indoor) em um treinamento intenso para resistência e força. Então, participar do desafio não foi algo pensado de última hora”, salienta.

Perrengues e companheirismo

Participar e concluir com êxito o desafio é motivo de alegria para o ciclista. “Tivemos alguns perrengues durante o caminho, mas em momento algum pensei em desistir. A galera estava entrosada, temos intimidade um com o outro e as conversas legais ajudam. Por fim, tivemos um ritmo legal”, avalia.

Bolinha enaltece o companheirismo entre os ciclistas e frisa que desafios como este servem até como inspiração para outras pessoas. “Sempre fui uma pessoa acima do peso. Comecei a pedalar no começo de 2019 e tive uma mudança de vida. O ciclismo nos faz cuidar do corpo e, consequentemente, proporciona mais qualidade de vida”, destaca.

Quilometragem dobrada

Ao O Presente, Scherer compartilha planos de dobrar o recorde de quilometragem em um pedal de 600 Km, organizado por integrantes do Corujas Bikers. “É um desafio bem diferente e de magnitude maior”, diz, acrescentando que a data ainda deve ser definida.

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