A Copa do Mundo de 2026 começa com uma curiosidade envolvendo o futebol brasileiro. Embora a Seleção comandada por Carlo Ancelotti seja formada exclusivamente por jogadores nascidos no Brasil, quatro brasileiros disputarão o Mundial defendendo outras seleções.
Os atletas estão distribuídos entre Paraguai, Portugal e Catar. Cada um chegou à seleção que representa por motivos diferentes, como ascendência familiar, naturalização ou tempo de residência no país.
Entre eles está um representante do Paraná. O zagueiro Lucas Mendes, natural do estado e revelado nas categorias de base do Coritiba, defenderá a seleção do Catar.
Atualmente no Al-Wakrah, Lucas deixou o futebol brasileiro para atuar na Europa e, posteriormente, no Catar, onde vive há mais de uma década. O período no país permitiu que obtivesse a cidadania e fosse convocado para a seleção catariana.
Outro brasileiro que disputa o Mundial é Maurício, meia do Palmeiras. Nascido em São Paulo, ele passou pelas categorias de base da Seleção Brasileira, mas optou por defender o Paraguai após concluir o processo de naturalização, favorecido pela ascendência paterna.
Já Matheus Nunes, nascido no Rio de Janeiro, mudou-se para Portugal aos 13 anos. Formado pelo Sporting, atualmente joga no Manchester City e escolheu representar a seleção portuguesa, mesmo após receber uma convocação da Seleção Brasileira em 2021.
O quarto nome é Edmílson Junior, atacante do Al-Duhail. Filho do ex-jogador brasileiro Edmílson Paulo da Silva, nasceu na Bélgica durante a passagem do pai pelo futebol europeu e conquistou a nacionalidade catariana após anos atuando no país.
Brasil está entre as exceções
O cenário reforça a globalização do futebol. Das 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, 40 contam com pelo menos um jogador nascido fora do país que representam.
O Brasil está entre as oito exceções. Ao lado de África do Sul, Arábia Saudita, Áustria, Colômbia, Panamá, Suécia e Tchéquia, a Seleção Brasileira levou ao Mundial apenas atletas nascidos em seu próprio território.
Pelas regras da Fifa, um jogador pode defender uma seleção diferente da de nascimento desde que possua vínculo com o país, seja por nacionalidade, ascendência familiar ou período mínimo de residência, além de não ter disputado partidas oficiais pela seleção principal de outra nação. Essas condições permitiram que os quatro brasileiros integrassem outras seleções na Copa do Mundo de 2026.
Com Catve
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