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Esportes Código de Disciplina

Conmebol prevê multa de R$ 500 mil e jogos com portões fechados caso ocorra racismo em estádios

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(Foto: Divulgação/Getty Images)

A Conmebol propôs uma reforma no Código de Disciplina em virtude dos casos de racismo em competições do continente. Nas últimas semanas foram registrados pelo menos cinco episódios contra torcedores de times brasileiros em jogos da Libertadores.

A multa mínima aplicada aos clubes passaria de R$ 150 mil para R$ 500 mil. Além disso, a punição poderá incluir uma ou mais partidas com portões fechados ou setores do estádio bloqueados. Esta última pena não faz parte da versão atual do código.

A proposta foi enviada para as dez confederações nacionais de futebol. As respostas caso concordem ou discordem do que foi proposto devem ser enviadas até a próxima segunda-feira (9). Para selar o decreto, precisa ser aprovada por todos os países que integram a Conmebol.

Os atos racistas aconteceram por parte da torcida do River Plate no jogo diante do Fortaleza no dia 13 de maio, na Argentina. Um homem atirou pedaços de banana em direção ao setor onde estavam os torcedores brasieliros. Já no duelo entre Emelec e Palmeiras, o caso de injúria racial ocorreu em 27 de maio, no estádio George Capwell, em Guayquil, durante a vitória por 3 a 1 do Verdão sobre a equipe da casa. Um torcedor chamou os brasileiros de “Macaco! Vocês são todos macacos”. Um dia antes (26) um torcedor do Boca Juniors foi detido na Neo Química Arena, flagrado fazendo gestos racistas para a torcida do Corinthians, porém pagou fiança e foi liberado.

Também no dia 26 de maio outro caso aconteceu na partida entre Estudiantes e Bragantino, no estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata. Na arquibancada, houve ofensas, como gritos de “mono”, que significa macaco, em espanhol. Na vitória por 3 a 2 do Flamengo sobre a Universidad Católica, no dia 28 de maio, torcedores da Católica no estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, foram vistos imitando um macaco enquanto xingava a torcida do rubro-negra.

Três associações já haviam votado, todas à favor. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se manifestou formalmente.

 

Com Cultura
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