Um esporte que mistura golfe e futebol tem conquistado novos praticantes em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele segue as regras do golfe e é praticado em um campo aberto com buracos no chão. A diferença é que o taco é trocado por chuteiras e a bolinha é substituída pela bola tradicional de futebol. Jogadores do chamado footgolf afirmam que a prática está crescendo e ganhando novos adeptos.
Muriel Reis, de 32 anos, conheceu o esporte em 2024. Desde então, passou a jogar com os amigos todos os finais de semana.
“Depois de um mês de treino, levei meu pai de 66 anos para conhecer e hoje ele também joga”, conta.
As partidas são disputadas por grupos de quatro pessoas. A modalidade oficial conta com 18 buracos, cada um com distâncias que variam entre 90 e 180 metros, em média, podendo chegar a 270 metros em torneios. Um jogo pode durar de três a cinco horas.
No início do jogo, os atletas fazem um sorteio para decidir quem começa chutando. Após a primeira rodada de chutes, joga novamente quem estiver mais distante do buraco.
Caso a bola pare a menos de três metros da meta, o jogador deve finalizar a jogada. Cada toque conta ponto, como no golfe tradicional.

Também de Foz do Iguaçu, o atleta Murilo Dambroso, de 36 anos, é um dos entusiastas e coordenadores locais da modalidade. Ele explica que o esporte tem regras simples, é acessível e pode ser praticado por qualquer pessoa.
“Não precisa saber jogar futebol para praticar. O que mais me atrai é que os resultados dependem só de mim: eu, a bola e o campo”, afirma.
A vestimenta exigida é semelhante à do golfe. Quem quiser praticar precisa de uma camiseta polo, bermuda confortável com bolsos laterais, chuteira de society ou tênis de futsal e meia até o joelho.
A mensalidade média em clubes da cidade gira em torno de R$ 75.

Atleta trocou futsal pelo footgolf
Carla Bó, de 43 anos, ex-jogadora profissional de futebol e futsal, conheceu o footgolf por meio de amigos.
“Me apaixonei no primeiro treino. No dia seguinte já estava jogando em um torneio da Liga Iguaçuense e fiquei em segundo lugar. Decidi fazer a transição de esporte e entrei para o Campeonato Brasileiro”, lembra.

Murilo destaca que Foz do Iguaçu é referência nacional no esporte.
“Somos tricampeões da Copa Brasil e contamos com dois locais para treinamentos. A cidade realiza eventos mensais que atraem atletas de toda a região”, diz.

Apesar de ainda não ser profissionalizado, o footgolf tem organização. A Confederação Brasileira de Footgolf (CBFG) conta com cerca de 150 atletas registrados e é reconhecida pela Federação Internacional da modalidade (FIFG).
A entidade tem autonomia para formar a seleção brasileira e indicar jogadores para torneios internacionais, como a Copa do Mundo, marcada para 2026, no México.
Com G1
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