Após vencer a ida por 1 a 0 no Parque Central, o Internacional se vê a um empate da vaga nas quartas de final da Copa Libertadores. E contará ainda com o Beira-Rio lotado, com expectativa de recorde, para carimbar a classificação nesta quarta-feira (31), às 19h15, no duelo da volta com o Nacional-URU.
Com ingressos esgotados, o clube espera 47 mil colorados no estádio na decisão. O recorde do Beira-Rio após a reforma foi alcançado neste ano. Em 03 de abril, 47.012 pessoas assistiram ao empate em 2 a 2 com o River Plate, pela fase de grupos da Libertadores.
Além de todo o apoio que deve emanar das arquibancadas, o Inter conta com o retrospecto como mandante para garantir ao menos o empate. A equipe não perde em casa desde 27 de março, na derrota por 1 a 0 para o Novo Hamburgo, pelo Gauchão. Desde então, são 13 jogos de invencibilidade, com dez vitórias e três empates. O retrospecto sob o comando de Odair Hellmann, na casa dos 80% de aproveitamento, também anima para a decisão.
O Inter não perde um duelo de Libertadores no estádio desde a eliminação nas oitavas para o Peñarol, em 2011, com derrota por 2 a 1. De lá para cá, são 14 jogos, com 11 vitórias e três empates.
Capitão nesta quarta-feira, D’Alessandro estava em campo naquele tropeço, mas evita comparações com o momento atual. O gringo projeta até 50 mil torcedores no Beira-Rio. “Acho que a história é totalmente diferente. É outro time, vínhamos de ganhar uma Libertadores. Não é desculpa, mas exerce um relaxamento indiretamente. Óbvio que erramos. Não fizemos por merecer. Vai ser jogo difícil. De repente 50, 55 mil que vão estar do nosso lado, apoiando e nos acompanhando para conquistar essa vaga”, diz.
Com expectativa de ser empurrado pela torcida para confirmar a classificação, o Inter se mobiliza para “esquecer” a vantagem do jogo de ida. O volante Patrick alerta a equipe para entrar com a postura habitual nas partidas do Beira-Rio e fazer 90 minutos de intensidade para buscar a vitória. “Tem que entrar concentrado no jogo, tirar da cabeça que a gente tem a vantagem do empate. Isso pode ser prejudicial para a gente. A equipe do Nacional tem a característica de marcação aguerrida. A gente tem que igualar essa disputa. E fazer o que vem fazendo de melhor no Beira-Rio. Lutar, mostrar intensidade e buscar o gol”, afirma o volante.
Com Globo Esporte