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Inter vence Fluminense e volta à zona de classificação para a Libertadores

(Fotos: Ricardo Duarte/Internacional)

Entre palavras de ordem de parte da torcida contra a direção de futebol, e apoio ao time em campo, um Internacional mais agressivo tentou pressionar o Fluminense logo nos primeiros minutos. Na véspera do jogo, torcedores foram ao pátio do Beira-Rio e, durante o treino com portões fechados, protestaram contra direção e jogadores – algumas faixas chamavam os atletas de “mercenários”.

A pequena pressão colorado foi respondida de pronto pelo Fluminense e, até os 15 minutos, o que se viu foi um jogo aberto, de lado a lado – ainda que as primeiras chances de tenham sido cariocas, com Marcelo Lomba fazendo duas defesa difíceis, em conclusões de Yony Gonzáles e de Nenê. Desprotegido, o lado direito, com Heitor e Moledo, era presa fácil para o sistema ofensivo do Fluminense.

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O que se seguiu, então, foi um Inter bloqueando as ações do Fluminense e buscando o ataque. Mas de forma lenta, quase arrastada. Um lance foi emblemático. Contra-ataque puxado por Edenilson, que passou para D’Alessandro. A eles se juntaram ainda Guerrero, Patrick e Uendel. Deram tempo suficiente para a defesa se rearmar. A jogada terminou com Pottker, chegando bem depois, e passando para Lindoso, que chutou quase na arquibancada.

Aos 29 minutos, gol do Inter. D’Alessandro encontrou Pottker, que lançou Guerrero. O peruano foi até a pequena área e encobriu Muriel. O lance, porém, foi anulado, por impedimento do camisa 9. Seis minutos depois, o Inter contou com o precioso auxílio de um velho conhecido para fazer 1 a 0 – e valer o gol: Guerrero bateu em curva, mas sem muita força. Muriel foi fácil para o encaixe, mas uma espécie de “Lei do Ex às Avessas” prevaleceu. O goleiro falhou e soltou a bola nos pés de Pottker, que simplesmente bateu para o gol e correu para ser abraço pelos demais jogadores.

Com o 1 a 0, e o alívio da pressão desde as arquibancadas, o Inter voltou à carga. Pottker cruzou para Lindoso, que na pequena área errou em bola. Em seguida, escanteio para o Inter. No cruzamento, a bola bate no cotovelo de Digão, e sobra para Pottker marcar. O gol foi anulado pelo árbitro, que imaginou ter visto mão de Cuesta. Uma eternidade depois (como de costume), chamado para o VAR, o árbitro Rodolpho Toski Marques foi ao monitor, analisou a jogada, e confirmou o gol: Inter 2 a 0.

“Gostaria de enaltecer esse grupo de homens que temos. Tinha tudo para dar errado hoje, a torcida cobrando, muitas críticas, mas na nossa profissão temos de nos expor. A sorte prevalece aos destemidos. Todos apareceram para jogar sabendo que seria um jogo difícil. Saímos na frente e ampliamos”, desabafou Pottker, o goleador da tarde, no intervalo.

No segundo tempo, o Inter retomou seus velhos vícios, e recuou demais. Com isso, o Fluminense que já parecia sem chances no jogo, passou a atacar. Com dificuldades para ir à frente, o Inter tentou garantir o resultado, sem sofrimentos. O técnico Marcão colocou o Fluminense ao ataque, trocando um volante por um atacante.

Aos 26 minutos, Víctor Cuesta tratou de complicar as coisas. No ataque, perdeu a bola para Wellington Nem, que correu por 50 metros sem ser parado por ninguém, invadiu a área e marcou o gol do Fluminense. O 2 a 1 voltou a causar pânico nas arquibancadas. O Inter seguia atrás, enquanto que o Fluminense acelerava. Dois minutos se passaram, e Lomba fez uma defesa elástica, evitando o empate. Placar final nesse domingo: Inter 2 a 1 no Fluminense.

O Inter se garantiu no jogo graças a alguns minutos de bom futebol no primeiro tempo. Depois, a equipe cheia de problemas de tempos recentes voltou a se apresentar e, por pouco, não transformou uma vitória fundamental em um desastroso empate em casa. No próximo domingo (17), o Inter poderá decidir o seu ingresso na Libertadores de 2020. Enfrentará o Corinthians, o seu concorrente direto à vaga, na Arena Itaquera.

 

Com Gaúcha FM/Zero Hora

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