Esportes Equipe mantida

Marechal Futsal deve retornar com treinos presenciais em um mês

Presidente do Marechal Futsal, Cristiano Bortolon: “Essa parada complicou um pouco, mas os patrocinadores seguem fiéis conosco. Temos contratos com os meninos, campeonatos para jogar e precisamos cumprir com os salários” (Foto: O Presente)

Há três meses, o Marechal Futsal vinha a público comunicar a suspensão de suas atividades em decorrência da pandemia do coronavírus, agindo em conformidade às determinações dos governos federal, estadual e municipal, que anunciaram uma série de medidas restritivas a fim de conter o avanço no número de casos da doença.

“No começo da pandemia, ninguém sabia direito de nada e até hoje existem incertezas. Nós conversamos com os atletas e suspendemos os treinos, porque não podiam ser feitos. O que imaginávamos é que seria uma pausa de dois meses, mas já se estendeu por três e deve se prolongar”, enaltece o presidente da equipe rondonense, Cristiano Bortolon, ao O Presente.

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TREINAMENTOS

Representando o futsal profissional de Marechal Cândido Rondon desde o início de 2020, o Marechal Futsal segue desde março com os treinamentos presenciais suspensos. “Havia intenção de voltar amanhã (quarta-feira,17), mas ainda não voltaremos, porque nem a Liga e nem a Federação (Paranaense de Futebol de Salão) sabem nos dizer quando começarão as competições”, frisa Bortolon, emendando que outras datas são estudadas de acordo com o retorno dos jogos: “Podemos voltar com os treinamentos no dia 02 ou 17 de julho, sendo o dia 17 a data mais provável. Quando isso acontecer, os jogadores de fora devem fazer o teste para o coronavírus e ainda ficar confinados no alojamento por 14 dias; a partir daí, retomamos com os trabalhos”.

 

EQUIPE MANTIDA

Conforme Bortolon, a equipe está totalmente mantida. “Essa parada complicou um pouco, mas os patrocinadores seguem fiéis conosco. Temos contratos com os meninos, campeonatos para jogar e precisamos cumprir com os salários”, menciona, acrescentando: “Pode ser que algumas competições passem de 2020 para 2021 e a equipe estará mantida”.

Contudo, o distanciamento social não impede que os atletas continuem com suas atividades individualmente. “Nosso preparador físico e o supervisor elaboram o treinamento físico e os jogadores estão fazendo treinamentos individuais em casa. Cada um faz a sua parte para não ficar parado”.

Jogadores do Marechal Futsal realizam treinamentos em casa para manter preparação física (Fotos: Divulgação)

 

COMPETIÇÕES

O presidente do Marechal Futsal destaca que a projeção para o início dos treinos está ligada ao acontecimento das competições. “A Liga Futsal Paraná está prevista para 15 de setembro e essa é a data que temos para o nosso primeiro campeonato”, pontua.

Para outras competições, segundo ele, a retomada não é tão clara. “Não sabemos ainda como estão as projeções para o Campeonato Paranaense Série Ouro. Os Jogos Abertos do Paraná (JAPs) que eram para acontecer no fim do ano ainda não foram comentados pelo governo estadual, mas eu acho que serão cancelados. Por outro lado, o Campeonato Paranaense Sub-20 deve acontecer, já que é uma competição mais curta e consegue ser concluída no segundo semestre tranquilamente”, opina.

Em relação a um provável retorno dos jogos sem a presença de público, Bortolon é enfático: “Para nós, é bom que as competições retornem de qualquer maneira, com ou sem público. Não há problemas se não tivermos torcida presencial em um primeiro momento, o que queremos são os jogos acontecendo. A mídia vai acompanhar, vamos movimentar os patrocinadores e os meninos ficarão ativos. Precisamos fazer rodar o campeonato”, salienta.

 

DIFICULDADES NO FUTSAL

Ao analisar o cenário da modalidade durante a pandemia do coronavírus, o presidente Marechal Futsal relata que a surpresa foi igual para todos. “Como eu também sou presidente da Liga Futsal Paraná, acompanho todas as equipes e pude ver que isso não é fácil para elas, tanto às grandes como às iniciantes. Tivemos equipes que iriam entrar nesse ano para a Série Bronze e tiveram que recuar por causa da pandemia”, exemplifica, acrescentando: “Temos o projeto sub-20 há três anos, mas assumimos ainda neste ano no adulto. O fato de sermos uma equipe nova nos fez sentir um pouco comprometidos com os patrocinadores”.

 

EXPECTATIVAS

Perguntado a respeito do futuro do Marechal Futsal, Bortolon diz não saber ao certo como isso afetará o futsal rondonense profissional. “Estávamos em uma crescente e agora com a pausa não sabemos bem o que vai acontecer. Tínhamos jogado o Torneio Pitanga e fomos bem, saímos vice-campeões”, rememora.

Mesmo com os treinamentos acontecendo de maneira alternativa, ele comenta que de fato não há como saber como os jogadores vão estar fisicamente no retorno. “Nossa equipe tem um orçamento baixo, mas temos meninos com um grande potencial de crescimento. Nós já mostramos isso em alguns amistosos e na Copa Pitanga, quando jogamos contra o Campo Mourão e ganhamos de Umuarama, um time de Liga Nacional e ganhamos deles lá. Então, é sinal que a gente tem um time competitivo”, entende.

O torcedor rondonense pode ter boas esperanças pelo Marechal Futsal, ressalta o presidente do time. “Tenho certeza de que Marechal Cândido Rondon pode esperar por um time muito guerreiro, com vontade de ganhar. São meninos novos que com vontade de aparecer, então precisam dar resultados”, conclui Bortolon.

 

O Presente

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