Vivendo uma de suas maiores crises na história, a seleção da Argentina joga a vida na Copa do Mundo de 2018 nesta terça-feira (26), quando mede forças com a Nigéria a partir das 15 horas (horário de Brasília), no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia, pela última rodada do Grupo D, que tem a líder Croácia, com seis pontos, já classificada e com o primeiro lugar garantido.
A Argentina divide a última posição com a Islândia, que tem um gol melhor de saldo e que no mesmo horário mede forças com os croatas em Rostov. Os argentinos, até aqui, empataram por 1 a 1 com os islandeses e foram atropelados pela Croácia: 3 a 0. Os nigerianos, que bateram a Islândia por 2 a 0 na sexta-feira (22), somam três pontos e avançam com vitória ou até mesmo com empate, desde que os Vikings não apliquem uma goleada.
A situação dos hermanos é ainda mais complicada, pois o time precisa vencer por dois gols de diferença a mais em caso de um possível triunfo da Islândia. Ganhando, os argentinos nem precisarão fazer saldo caso os islandeses não vençam.
O maior problema da albiceleste vai ser superar a própria crise. Segundo a imprensa local, o técnico Jorge Sampaoli perdeu o poder e os próprios atletas teriam armado o time para este compromisso. O treinador, porém, não dá ouvidos e prefere manter a confiança.
“Acredito que uma nova história para esta seleção começará a ser escrita nesta Copa do Mundo a partir do jogo contra a Nigéria. Confio demais no meu grupo e acredito que vamos ganhar. Não podemos dar ouvidos a quem te considera descartável e apaga tudo por conta de um mau resultado”, disse o treinador.
A Argentina vai precisar ainda do talento de Lionel Messi, muito criticado por conta das fracas atuações. Contra a Islândia, o craque chegou a perder um pênalti. Nos últimos dias o atleta vem sofrendo forte pressão na internet e da imprensa local, sendo blindado pela seleção argentina. A verdade, porém, é que ele continua sem repetir as boas atuações de quando joga com a camisa do Barcelona.
A albiceleste vai mudar muito para este jogo. O goleiro Caballero, de falha grosseira contra a Croácia, foi barrado para a entrada de Franco Armani. O setor defensivo, apesar de criticado, segue o mesmo, mas, no meio, Ángel Di María e Éver Banega retomam suas posições, dando mais experiência ao setor, e ocupando, respectivamente, os postos de Marcos Acuña e Maximiliano Meza. O artilheiro Sergio Agüero foi barrado para a enrada de Gonzalo Higuaín.
Pelo lado da Nigéria, o técnico Gernot Rohr descarta jogar pelo empate: “Vamos com o pensamento de conquistar uma vitória, mesmo respeitando demais a Argentina e seus talentosos jogadores. Espero em um jogo franco e aberto, pelo desejo de vitória de ambos”, explicou o comandante.
O treinador confirmou que vai poder repetir a escalação do jogo contra a Islândia pois seu capital, o meia John Obi Mikel, vai a campo mesmo estando com a mão esquerda fraturada. Logicamente ele jogará amparado por uma proteção no local.
Com Gazeta Esportiva