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Reuniões diárias de até quatro horas moldam a Seleção Brasileira na Copa

calendar_month 26 de junho de 2018
3 min de leitura

O que fazer sem Douglas Costa? Como elevar o rendimento de Willian? E Firmino, receberá uma chance desde o início? Como resolver a questão dos pendurados? A seleção brasileira que entrará em campo nesta quarta-feira, contra a Sérvia, não é definida apenas nos treinamentos em campo. Muita coisa, mesmo, é decidida entre quatro paredes.

“Reunião amanhã às 10h30”. Já é noite em Sochi quando chegam mensagens nos celulares da comissão técnica confirmando o horário do encontro da manhã seguinte. Eles são diários e já chegaram a durar quase quatro horas – 03h45, mais precisamente. É numa sala do luxuoso resort russo que o técnico Tite e seus auxiliares planejam o dia a dia da Seleção Brasileira.

Possíveis mudanças, problemas, soluções, tudo é conversado nessas reuniões. O período entre jogos é definido de trás para frente. Por exemplo, para a partida desta quarta, a comissão determinou primeiro o treino de terça, e depois foi regredindo até montar a primeira atividade, mais leve, de recuperação.

Mas mesmo com essa programação de prazo maior, cada dia de trabalho exige ajustes para o próximo, baseado em alguma deficiência tática ou técnica apresentada em treino ou no índice de desgaste apontado a jogadores específicos.

Uma peculiaridade intensificou a necessidade de conversas mais longas entre uma rodada e outra: os três adversários da primeira fase são completamente diferentes em ideias e sistemas de jogo. A comissão técnica vê pouco a aproveitar dos duelos anteriores para esse diante dos sérvios. Na verdade, o maior parâmetro, por semelhanças dos rivais, vem da vitória por 2 a 0 sobre a Croácia, em amistoso disputado no dia 03 de junho.

Tite está feliz com o sistema defensivo da Seleção Brasileira, tanto nos momentos em que a equipe se compactou e protegeu junta a meta de Alisson, como naqueles de ousadia, em que Thiago Silva, Miranda e Casemiro seguraram contra-ataques, e com o volume de jogo no último terço de campo, quando lampejos geniais de Neymar, Coutinho e companhia garantem um bom número de oportunidades de gol.
Mas o meio-campo tem incomodado um pouco o treinador. Ali na região de criação, de construção, ele ainda tenta encontrar uma alternativa, um jogador ou uma movimentação, que melhore o desempenho.

Além dessa reunião maior, há outras setorizadas. Os analistas de desempenho, por exemplo, costumam invadir madrugadas separando imagens e dados para levarem às reuniões. Não há limite para a quantidade de informações pedidas e usadas por Tite.
Quanto mais eles levam, mais o técnico quer.

Em média, cada reunião dessas pela manhã dura cerca de duas horas, mas o debate/embate estimulado por Tite pode fazê-la se estender. O tempo recorde foi de 3 horas e 45 minutos. Divergências são bastante frequentes.

À medida em que o jogo se aproxima, a comissão técnica também vai finalizando o material sobre o adversário, a ser mostrado para os jogadores.

BRASIL E SÉRVIA

– Local: estádio do Spartak, em Moscou
– Data e horário: quarta-feira (27), às 15 horas (de Brasília)
– Escalação: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite
– Pendurados: Casemiro, Coutinho e Neymar
– Desfalques: Danilo (lesão no quadril) e Douglas Costa (lesão muscular na coxa esquerda)
Arbitragem: Alireza Faghani, auxiliado por Reza Sokhandan e Mohammed Mansouri (todos do Irã)

Com Globo Esporte

 
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