Marechal Cândido Rondon esteve representado na Copa Oeste de Fisiculturismo, que aconteceu em Cascavel no último domingo (19).
A rondonense Mariane de Souza Spaniol competiu como Novice, ou estreante, e Bikini Sênior, acima de 1,68 metro, faturando o top 2 nas duas categorias.
A atleta de 29 anos assegura que a experiência foi melhor do que esperava. “Estava com medo de ir e não ganhar nada. Sou muito ansiosa, então precisei respirar fundo o tempo todo e na hora que subi no palco para me apresentar fiquei muito nervosa. Acabei esquecendo algumas coisas do meu desfile, mas no final deu tudo certo”, conta a dona das estatuetas de prata.
O processo que a levou ao pódio não foi fácil, mas foi repleto de apoiadores. “Agradeço ao meu marido (Leandro Spaniol) pelo apoio durante todo o processo, ao meu personal, Cristiano Müller, que cuidou de todos os meus treinos e finalização, além de todos que torceram por mim. Até quem eu não conhecia me enviava mensagens de carinho e apoio, isso foi muito importante para mim”, exalta.
Uma paixão
A competição atendeu às expectativas da estreante, que diz ter se apaixonado de vez pelo fisiculturismo. “Sempre admirava o esporte e agora que o conheci mais de perto me apaixonei, achei lindo. É maravilhoso o respeito com que os atletas se tratam mesmo disputando na mesma categoria, pois cada um sabe que não foi fácil para ninguém chegar até ali, que o processo foi difícil para todos”, compartilha.
O acolhimento, ressalta a rondonense, supera os limites do esporte. “Não tem diferença de raça e cor. Digo por experiência, já sofri muito com isso e lá no evento me senti eu mesma, não me senti como se estivesse presa. Estava de bem comigo mesma, não senti vergonha de ser quem eu sou e como eu sou”, enaltece.
Descanso para o shape
Contente com a participação, a fisiculturista já ambiciona novos desafios na modalidade. “Espero competir novamente final de novembro, se tudo der certo. Vou iniciar a preparação mesmo não tendo certeza absoluta que irei”, expõe, pontuando que o processo fica a cargo do treinador: “Estamos dando um descanso para o shape e a cabeça”, diz Mariane.
Ela afirma que só compete quem gosta, pois não há prêmios em dinheiro e os custos são altos. “Por isso estou aguardando para confirmar minha próxima competição, que eu quero muito que aconteça”, assegura.

Rondonense Mariane de Souza Spaniol esbanjou graça em sua performance, marcando a estreia nos palcos com dois top 2 (Foto: Divulgação)

Próximo desafio
O Campeonato Paranaense de Fisiculturismo acontece no dia 28 de novembro, em Maringá, e representa a possibilidade de competir no Campeonato Brasileiro. “Vamos corrigir os erros, treinar em cima disso e manter o físico. Até melhorar um pouquinho para ter um ótimo resultado, porque grande parte das atletas que competiram no domingo vão estar lá”, adianta o personal de Mariane.
Na Copa Oeste, aponta Müller, as atletas geralmente apresentam o padrão físico requerido, com detalhes do biotipo que variam conforme a categoria. “Se a atleta se encaixa e tem o corpo bem enquadrado, o que prevalece é a performance. A Mariane poderia ter sido campeã, mas, a meu ver, pecamos um pouco no desfile devido ao nervosismo”, avalia.
“Foi só o começo”
O corpo da fisiculturista rondonense se destacou entre os competidores, conta o treinador. “Ficamos espantados com o nível que ela conseguiu alcançar. Outras atletas até pediram o que a Mari estava tomando, porque nesse mundo existe muito uso de hormônios e esteroides. Se o pessoal pediu isso significa que ela estava com o corpo bem legal mesmo. Ficamos orgulhosos, porque ela não precisou usar nenhum recurso ergogênico para chegar aonde chegou”, enaltece.
Com estreias por vir e com carreiras a se consolidar no fisiculturismo, Müller frisa que este “é foi o começo”.

Mariane e o treinador, Cristiano Müller, orgulhoso dos resultados: “A Mari não precisou usar nenhum recurso ergogênico para chegar onde chegou” (Foto: Divulgação)
Estreia adiada, mas objetivos em pé
Prestes a estrear no palco da Copa Oeste, a rondonense Patrícia Tavares teve de postergar os planos devido a problemas de saúde. “Faltando um dia para a competição, senti dores na região do abdômen e costas”, compartilha ela, que precisou ser hospitalizada.
Depois de tomografias, a atleta constatou que a bexiga não estava trabalhando como deveria.
“Por sorte os rins não foram afetados. Devido a isso, precisei controlar novamente a quantidade de água e idas ao banheiro com uso de dreno”, expõe ao O Presente.
Ainda em recuperação, Patrícia segue em repouso, porém se mantém firme em seus planos: “Quero estar bem de saúde para poder me dedicar ao meu sonho. Sigo com o objetivo”, assegura.
A depender da liberação médica, a estreia da rondonense deve acontecer no Campeonato Paranaense, em novembro. “Temos dois meses de preparação para os ajustes necessários”, projeta.
Müller, que acompanhou Mariane no evento, analisou a concorrência de Patrícia e aponta expectativas para a próxima competição. “A Pati teria bons resultados na categoria dela, porque, comparando com as outras meninas, ela está muito bem condicionada, com o corpo muito bom”, opina.

O Presente