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Vôlei Marechal vai focar no Paranaense e na classificação à Superliga B

calendar_month 26 de janeiro de 2021
5 min de leitura

Representante do município de Marechal Cândido Rondon no cenário semiprofissional de voleibol, as atletas da equipe Vôlei Marechal iniciam seus trabalhos na temporada 2021 no dia 1º de março. Os treinamentos devem ocorrer no Ginásio do Colégio Evangélico Martin Luther.

De acordo com o treinador Claudemiro dos Santos (Miro), para este ano o foco é a conquista do Campeonato Paranaense e lutar pela vaga à Superliga Feminina B.

Ele menciona que a equipe semiprofissional foi iniciada no ano de 2019, tendo se sagrado vice-campeã paranaense e vice campeã da Superliga C. “Isso ofereceu uma estrutura para dar sequência em 2020, porém o ano foi complicado. A perspectiva era muito boa, pois montamos uma equipe legal. Começamos a trabalhar, mas tivemos que parar e retornamos em setembro. Ficamos cinco meses sem atividades presenciais, aí fizemos tudo on-line. Não trabalhamos parte física, de maneira que no método on-line você desenvolve 30% porque não tem bola, quadra, nem aparelho, então gera muita dificuldade”, cita.

Miro diz que todas as atletas compareceram no retorno aos treinos, contudo, quando tem equipe nova é preciso trabalhar muito mais para desenvolver parte técnica e física, o que leva mais tempo. “A gente parou e não conseguiu recuperar antes da competição. O desempenho na Superliga C foi abaixo da média, o conjunto não foi legal e fisicamente não estava 100%”, pontua.

“Três jogadoras estavam com o coronavírus ativo e eram assintomáticas, então não puderam jogar, sendo duas delas titulares. Isso causou um dano muito grande na equipe, porque pesa demais quando tira duas ou três atletas em uma equipe nova, ainda mais quando uma delas era a segunda levantadora. Nós viajamos com uma levantadora apenas, rezando para não se machucar. Apesar de tudo o resultado no ano ainda foi razoável pelo 3º lugar no Paranaense, pois perdemos para Foz do Iguaçu, que se tornou campeão, e vencemos Cascavel (4º lugar)”, destaca.

 

TEMPORADA 2021

Os trabalhos para a nova temporada, que serão a terceira do jovem elenco em termos de competições oficiais, terão o pontapé no dia 1º de março. “A gente tem um grupo daqui e outras três jogadoras que virão de fora. As atletas daqui são sub-19 e sub-21, muito fortes por sinal, e mais três do sub-21 que chegam em um mês. A partir daí vamos avaliar o elenco para ver se contratamos mais gente, mas basicamente o grupo está completo com média de 15 jogadoras, sendo duas acima de 21 anos de idade”, menciona o técnico.

A expectativa, prossegue, é que a equipe rondonense dispute o Paranaense, Superliga C possivelmente em outubro, a Copa Sul com times do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, e quem sabe os Jogos Abertos.

“Em relação à Copa Sul, a nossa ideia é preparar o time para rodar e estar pronto para a Superliga C. Nossos principais objetivos são faturar o Paranaense e ir bem na Superliga C para buscar vaga à Superliga B de 2022. Para isso precisamos estar 100% nesses campeonatos”, projeta.

 

MUDANÇAS

Miro enaltece que algumas mudanças devem permanecer, uma delas no que se refere às transmissões. “Devem ser mais constantes, mesmo que seja liberado público nos ginásios, o que inicialmente será bem controlado, reduzido. Hoje as escolas falam em retomada no sistema híbrido, vimos que na Inglaterra teve liberação de dois mil torcedores no Campeonato Inglês, porém com distanciamento. A partir disso, acredito que a realidade para 2021 deve ser essa, controle maior, espaçamento de dois metros com cuidados básicos que são pré-requisitos”, opina.

“Nós temos muitos cuidados com os treinamentos desde o início da pandemia do coronavírus. Pedimos para as jogadoras trazerem material de treinamento separado e quando chegam trocam, passam no tapete sanitizante, usam álcool gel e quando o treina acaba elas se limpam novamente. São vários cuidados para afetar o menos possível”, frisa.

O técnico cita que devido à pandemia e perdas econômicas alguns parceiros se ausentaram do projeto, por necessidade. “Mas mantivemos outros parceiros, o que contribuiu para participar de competições. Para este ano corremos atrás de novos apoiadores sabendo das dificuldades econômicas e alguns deram sinal verde. Agora vamos verificar quanto de orçamento teremos para saber exato o que fazer, se contratamos alguma jogadora de porte melhor, ou se vamos viajar mais ou menos. Janeiro e fevereiro são fundamentais para definir o orçamento deste ano”, analisa.

Ele esclarece que apesar das competições como Superliga C serem de um nível profissional, o elenco do Vôlei Marechal pode ser considerado como semiprofissional. “Esses times exigem ajuda de custo, ou seja, atletas precisam de apartamento, alimentação adequada para terem boas condições de treino e bom desempenho”, pontua.

“Observamos que as atletas que ficaram em casa se sentiram mal psicologicamente, de maneira que constatamos ser preciso retomar as atividades gradativamente e procuramos fazer isso com todos os cuidados. Arbitragem, lojas de material esportivo, setor alimentício e transporte passaram por dificuldades, vários técnicos terceirizados foram demitidos. Isso mostra que o esporte tem uma ramificação muito grande, de modo que a preocupação é de quando retornaremos aos níveis adequados. Com cuidados estamos procurando retomar os trabalhos”, finaliza Miro.

 

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