O 1º de abril é conhecido em diversos países como o Dia da Mentira, marcado por brincadeiras e pegadinhas. A tradição tem origem incerta, mas a explicação mais difundida remonta à França do século XVI, período em que mudanças no calendário alteraram costumes da população.
Até então, o Ano-Novo era celebrado no fim de março, com festas que se estendiam até o início de abril. Em 1564, o rei Carlos IX determinou a adoção de 1º de janeiro como início oficial do ano. Parte da população demorou a aderir à mudança e continuou comemorando na data antiga, tornando-se alvo de zombarias e trotes — surgia ali a ideia dos “bobos de abril”. Com o passar dos anos, a prática se espalhou pela Europa e ganhou novas formas.
Colheita de espaguete
Entre os episódios mais conhecidos está uma reportagem exibida pela BBC, em 1957, que mostrava uma suposta colheita de espaguete em árvores na Suíça. A encenação levou telespectadores a entrarem em contato com a emissora em busca de orientações para cultivar o alimento. Décadas depois, em 2008, a mesma emissora voltou a chamar atenção ao apresentar imagens de “pinguins voadores”, criadas com efeitos visuais.
No Brasil, há registros antigos da tradição. Em 1828, um jornal mineiro publicou a falsa notícia da morte de Dom Pedro I, causando repercussão antes de revelar que se tratava de uma brincadeira.
Peixe de abril
Na França, o dia também é conhecido como “poisson d’avril” (peixe de abril). A tradição consiste em colar discretamente um peixe de papel nas costas de alguém. Quando a pessoa percebe, vira motivo de riso. O símbolo é associado tanto ao período da Quaresma, quando o consumo de peixe era comum, quanto à ideia de alguém facilmente enganado.
Com o avanço da internet, o Dia da Mentira ganhou novos contornos. O que antes se limitava a trotes entre conhecidos passou a circular rapidamente nas redes sociais, aumentando o risco de confusão com notícias falsas e conteúdos enganosos.
Apesar disso, a data continua sendo uma oportunidade para brincadeiras. A recomendação é priorizar o humor em contextos pessoais, evitar temas sensíveis e sempre esclarecer quando se tratar de uma pegadinha, reduzindo o risco de desinformação.
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