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A alternativa inglesa do pedágio urbano para limpar o ar – por Dilceu Sperafico

calendar_month 21 de maio de 2019
3 min de leitura

 

Apesar da redução do uso de combustíveis fósseis, da possibilidade de utilização compartilhada de veículos automotores e consequente diminuição da poluição do ar nos centros urbanos, os proprietários e usuários de carros devem se preparar para enfrentar novas e elevadas despesas, além dos muitos tributos e tarifas já existentes.

Trata-se do pedágio cobrado em vias urbanas, como alternativa para o controle do trânsito, melhoria da qualidade do ar e ampliação dos espaços para o ser humano em grandes cidades do mundo inteiro.

A inusitada tarifa começou a ser cobrada no dia 08 de abril último, na cidade de Londres, Capital da Inglaterra, podendo atingir o valor de R$ 63 por dia, no caso de veículos mais antigos e poluentes que circulam na região central da metrópole britânica.

A justificativa oficial para a inesperada cobrança está na necessidade de combate e/ou controle da poluição do ar e redução de doenças causadas pela contaminação atmosférica.

A tarifa, que é uma das medidas mais rígidas do mundo para conter a emissão de poluentes, inicialmente se restringe aos automóveis mais poluidores e à Zona de Emissões Ultrabaixas, estabelecida na região central da cidade.

Nessa área, proprietários e/ou condutores de carros, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas movidas a óleo diesel e com mais de quatro anos ou movidas a gasolina e com mais de 13 anos de tráfego, com níveis de emissões de CO2 elevados, pagarão 12,5 libras esterlinas ou R$ 63 para circular durante um dia no centro da Capital inglesa.

A nova tarifa complementa a chamada taxa de congestionamento de 11,5 libras já cobrada na região central da cidade, de condutores de todos os veículos automotores, entre as 07 e 18 horas. Em ambos os casos, o objetivo alegado é a melhora da qualidade do ar.

A cobrança afetará proprietários e/ou usuários de carros movidos a gasolina, emplacados até 2006 e veículos movidos a óleo diesel, com registro anterior a setembro de 2015.

Determinados veículos de transporte mais pesados, como caminhões e ônibus, poderão pagar tarifas de até 100 libras diárias para circular na área central de Londres e a cobrança ocorrerá 24 horas por dia.

Autoridades locais e ambientalistas britânicos estão comemorando a adoção da medida até então inédita em todo o mundo, sob o argumento que se trata de estratégia e mudança ousada de lideranças mundiais, no combate da contaminação tóxica do ar das cidades e do planeta.

Conforme os autores e defensores da proposta, a poluição do ar tem maior impacto sobre pessoas mais pobres de todo mundo, pois possuem menos carros, andam mais pelas ruas e respiram o ar contaminado, apontado como assassino invisível e mal responsável por uma das maiores emergências de saúde de atual geração da humanidade.

O estabelecimento da Zona de Emissões Ultrabaixas no centro de Londres foi apontado como iniciativa pioneira de planos ousados para limpar o ar daquela cidade, ainda sem similar em outros centros urbanos do planeta, mas já chamando a atenção de autoridades locais e especialistas do ramo.

Diante dessa realidade, cabe às autoridades, lideranças e população das demais cidades do planeta a adoção de medidas preventivas, como o uso de combustíveis alternativos, especialmente a eletricidade, para a movimentação de carros, caminhões e ônibus, evitando a ação extrema da Capital britânica.

 

O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

dilceu.joao@uol.com.br

 
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