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A Covid dezenove – por Batista da Cruz Pires

calendar_month 15 de agosto de 2020
3 min de leitura

A Covid dezenove

 

 

A Covid dezenove

Agora é Covid vinte

Pois no mundo se desenvolve

Com muita força e requinte

E se tudo não se resolver

Irá para o ano seguinte

 

 

Receber essas notícias

Não é o que a gente queria

Mas não há outra premissa

Sobre esta pandemia

Ficamos com nossas delícias

Esperando passar os dias

 

 

Sobre uma coisa importante

Agora eu quero falar

O isolamento constante

Em que estamos em nosso lar

Penso até neste instante

Que é prisão domiciliar

 

 

Escutamos toda hora

A perda de muitas vidas

E nos preocupamos agora

Com nossas pessoas queridas

Que a Covid vá embora

E libere as nossas lidas

 

 

As mortes em nossa terra

Já estão chegando a cem mil

É mais do que muita guerra

E revolução civil

Este é o clima que impera

Em nosso querido Brasil

 

 

É muito grande a luta

Para resolver a questão

E tudo o que a gente escuta

Nos causa grande emoção

Por isso nossa conduta

Requer modificação

 

 

Cada pessoa de nossa gente

Tem que ter muito cuidado

Devemos ter sempre em mente

Não fazermos nada errado

A preocupação permanente

É não perder um ser amado

 

 

O povo segue cobrando

De suas autoridades

Mas muitos não estão cuidando

De suas responsabilidades

E estão se aglomerando

Em pequenas e grandes cidades

 

 

A força do ser humano

É mais que esta pandemia

Não vamos cometer engano

Na vida e no dia a dia

Dar amostra deste passo

Andando certo em nossa “via”

 

 

O povo não se conforma

Em seguir do jeito certo

Complicando desta forma

E andando muito perto

O que a ciência nos informa

E que é gesto concreto

 

 

Se puder fique em casa

Reflita aqui comigo

Não devemos dar asas

A um grande inimigo

Pois é um vírus que arrasa

A nós e nossos amigos

 

 

O “corona” é coroa

Coroa que ninguém quer

Pois ele afeta à toa

Homem, criança e mulher

Nossa vida é muito boa

Para entregar a um qualquer

 

 

Para quem sobreviver

Toda esta pandemia

Vai ter muito o que dizer

No passar do dia a dia

E temos muito a rever

Em saúde, política e economia

 

 

O sistema de saúde é frágil

E muitas vezes hostil

Precisamos sistema ágil

Cuidando do nosso Brasil

Com consciência em tempo hábil

Trocaremos de perfil

 

 

O costume brasileiro

Tem que mudar um pouquinho

Para não ter desespero

Vamos cuidar com carinho

Da distância do companheiro

Dos amigos e do vizinho

 

 

Sabemos que este cuidado

Depende muito de nós

Por isso em alto brado

Usamos toda a nossa voz

Vamos pedir ao Deus amado

Para não ficarmos sós

 

 

Se você tiver tranquilo

Sem sintomas nem febril

Pense em tudo aquilo

Que está havendo no Brasil

Use proteção sem sigilo

E verá recompensas mil

 

 

Espero que amanhã

Eu esteja vivo para contar

Sobre aquilo que sou fã

Quero a todos saudar

Não sejamos gente vilã

E sendo heróis nos ajudar

 

 

Fique em casa e use máscara

Esta é uma grande pista

Pois ao contrário escancara

A mortandade em nossa lista

E na poesia te prepara

A saudação do Batista

 

 

Aos amigos e familiares

Vamos pedir na homilia

Ao nosso Deus nos altares

Benção para nossa família

E com todos os pesares

Vamos vencer a pandemia

 

Batista da Cruz Pires

Poeta de Marechal Cândido Rondon

 
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