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A importância da indústria farmacêutica em momentos de crise sanitária – por Edilson Bianqui

(Foto: Aparecido da Silva)

Desde o seu surgimento no final do século 19 e início do século 20, a indústria farmacêutica tem desempenhado um importante papel na história. Seja com descobertas de novos medicamentos para melhorar a qualidade de vida das pessoas ou em momentos críticos como o que estamos vivenciando agora, onde cientistas e pesquisadores não estão medindo esforços na busca da descoberta de uma vacina que poderá salvar milhares de vidas.

O valor intelectual e financeiro que as empresas financiam em momentos como esse chega a ser incalculável, mas o desejo e a necessidade de descobrir a cura ou a prevenção é ainda maior. Essa intenção é evidenciada na cooperação internacional de diversas entidades e indústrias para acelerar pesquisas para o desenvolvimento de vacinas ou comprovações de eficácias de tratamentos contra a Covid-19, assim como para facilitar o acesso global. Certamente será mais uma vez que a indústria farmacêutica se mostra essencial para o combate às doenças em tempo e escala recordes.

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Mas, mesmo diante de tantos esforços, não são raros os questionamentos que o setor recebe da sociedade quanto ao valor dos medicamentos que chegam ao mercado. Poucos buscam entender qual é o custo de financiar uma pesquisa de uma nova droga e na sequência realizar um estudo clínico para que o medicamento chegue à população, oferecendo o máximo de benefícios curativos com a máxima segurança para os pacientes. E muitas vezes, mesmo depois de alguns milhões já investidos os resultados não são favoráveis e as pesquisas ou estudos clínicos são encerrados.

É através de tentativas e erros que a indústria farmacêutica tem mostrado seu valor ao longo da história, seja com a descoberta de antibióticos e vacinas, anti-hipertensivos e analgésicos ou antidepressivos. Esses medicamentos têm ajudado os médicos e outros profissionais de saúde a salvar vidas no mundo todo.

Esta crise mundial evidenciou também como o setor brasileiro é dependente de tecnologia e insumo importado. Muitas farmacêuticas nacionais, que já caminhavam para desvincular essa dependência, certamente aceleram ainda mais o passo, principalmente diante do compromisso social com a população brasileira para o abastecimento de medicamentos.

Em relação à pesquisa, com o potencial humano e intelectual que o Brasil tem, não podemos deixar nossos pesquisadores serem expatriados. Precisamos investir em P&D, ampliar as parcerias entre as farmacêuticas nacionais e multinacionais com nossas instituições públicas e privadas e figurarmos entre os países inovadores na área de saúde.

Esse momento que estamos passando, impôs de maneira inesperada uma crise sanitária que se tornou um grande desafio para todos os países e respectivos governantes e uma coisa é certa, o mundo vai mudar e não será como antes. A lição que precisamos tirar disso tudo é que há uma enorme necessidade de investir na área de saúde para que tanto a indústria farmacêutica quanto os profissionais que atuam na linha de frente de combate às doenças possam receber a devida atenção e investimentos necessários para podermos estar cada vez mais capacitados e preparados para continuar salvando vidas em momentos decisivos.

 

Edilson Bianqui é diretor de Prescrição Médica na Prati-Donaduzzi. Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica de Goiás (PUC), com MBA em Marketing e Pós Graduação em Gestão de Pessoas (FGV). Possui experiência em análise de mercado, elaboração de estratégias, planejamento de metas, e S&OP, controle orçamentário, novos negócios, revisão de portfólio, lançamento de produtos, treinamento e desenvolvimento de equipes. Atualmente o profissional é diretor de Prescrição Médica na Prati-Donaduzzi.

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