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A partir de 1997, Rondon vive um “boom” industrial

Ex-prefeito Aríston Limberguer: Foi um momento em que o município experimentou um grande avanço, em todos os sentidos (Foto: Maria Cristina Kunzler)

Em outubro de 1997, os chamados tigres asi aacute;ticos sofreram frequentes recuos nas suas Bolsas de Valores. Essa crise financeira atingiu especialmente o Brasil, com a Bolsa de Valores de S atilde;o Paulo apresentando uma das maiores baixas no mundo (14,9% no dia 27 de outubro de 1997). (…) Ao longo do segundo semestre de 1998, a economia mundial convive com as mazelas decorrentes da crise da economia russa. No dia 10 de setembro de 1998, a Bolsa de Valores de S atilde;o Paulo fechou com uma queda de 15,82%, a maior desde mar ccedil;o de 1990 rdquo;.
Nas duas ocasi otilde;es, o governo brasileiro aumentou a taxa de juros e cortou os gastos. E foi em meio a estas turbul ecirc;ncias econ ocirc;micas que Ar iacute;ston Limberguer assumiu o comando da Prefeitura de Marechal C acirc;ndido Rondon entre 1997 e 2000. Como a taxa de desemprego era alta, a sua principal bandeira foi investir na industrializa ccedil; atilde;o. Estima-se que em seu governo foram implantados no munic iacute;pio pouco mais de 20 novas grandes empresas. ldquo;At eacute; aquele momento a industrializa ccedil; atilde;o n atilde;o estava sendo contemplada pelos administradores anteriores, at eacute; porque o momento n atilde;o havia chegado para isso. A grande queixa no Brasil inteiro era a falta de emprego. Ent atilde;o, elegemos a bandeira da industrializa ccedil; atilde;o e todos os investimentos que foram poss iacute;veis fazer estavam voltados a este setor rdquo;, declara o ex-prefeito.
Conforme o rondonense, n atilde;o foi um processo f aacute;cil incentivar a instala ccedil; atilde;o de ind uacute;strias em Marechal Rondon. Isto porque muitos outros munic iacute;pios estavam com este mesmo objetivo. ldquo;O desemprego acabava gerando um ocirc;nus muito grande para o munic iacute;pio, porque muitas vezes, por falta de emprego, os mun iacute;cipes precisavam ser atendidos pelo sistema p uacute;blico, o que causava uma grande dificuldade rdquo;, explica.
Por eacute;m, ressalta, houve determina ccedil; atilde;o e at eacute; mesmo sorte, naquele momento, em ter encontrado alguns empres aacute;rios s eacute;rios e dispostos a investir em Marechal Rondon, relembra. ldquo;Se forem verificados os n uacute;meros, foi um crescimento muito grande. E isso teve repercuss atilde;o nos anos seguintes, tanto em arrecada ccedil; atilde;o municipal, como no com eacute;rcio, na ind uacute;stria, enfim, em todo o munic iacute;pio rdquo;, analisa.

Marco
Questionado ent atilde;o se o processo de industrializa ccedil; atilde;o foi um marco em sua gest atilde;o, Ar iacute;ston diz que sim, e informa que estes s atilde;o investimentos n atilde;o a curto prazo. ldquo;Depois os outros n iacute;veis de governo elegeram a industrializa ccedil; atilde;o e o combate ao desemprego como prioridade, e acabou que reduziu essa necessidade de gera ccedil; atilde;o de emprego. Mas naquele momento hist oacute;rico, e os n uacute;meros existem, a gera ccedil; atilde;o de empregos era o grande desafio no pa iacute;s. Apesar dos investimentos, n atilde;o descuidamos de educa ccedil; atilde;o, sa uacute;de e nem das outras aacute;reas. Fizemos muito e com certeza foi um momento em que o munic iacute;pio experimentou um grande avan ccedil;o, em todos os sentidos rdquo;, destaca.

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Educa ccedil; atilde;o
O ex-prefeito conta que a educa ccedil; atilde;o eacute; uma das prioridades de qualquer governo, e no seu n atilde;o foi diferente. ldquo;Tanto que muitos que acompanharam o nosso governo nas escolas e que ainda hoje fazem parte deste setor podem fazer bem este comparativo. Foi uma marca os investimentos em educa ccedil; atilde;o rdquo;, garante.

Crises econ ocirc;micas
Segundo o ex-prefeito rondonense, as crises econ ocirc;micas atingiram em cheio os munic iacute;pios. ldquo;Os recursos dos munic iacute;pios v ecirc;m dos governos federal e estadual, por eacute;m, primeiro estes se organizam e resolvem todas as suas demandas para depois contemplar os munic iacute;pios. E este era um dinheiro que vinha muito pouco. Isso repercute na prefeitura diretamente, porque h aacute; um n iacute;vel de comprometimento financeiro j aacute; antecipado todos os meses. Com a falta do ingresso dos recursos, houve essa dificuldade, mas foi poss iacute;vel resolver praticamente tudo rdquo;, garante.

Lei de Responsabilidade Fiscal
Em 04 de maio de 2000 entrava em vigor a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O objetivo era estabelecer ldquo;normas de finan ccedil;as p uacute;blicas voltadas para a responsabilidade na gest atilde;o fiscal, mediante a ccedil; otilde;es em que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equil iacute;brio das contas p uacute;blicas, destacando-se o planejamento, o controle, a transpar ecirc;ncia e a responsabiliza ccedil; atilde;o como premissas b aacute;sicas rdquo;.
Para Ar iacute;ston, foi uma imposi ccedil; atilde;o estabelecida e que trouxe dificuldade para muitos prefeitos daquela gera ccedil; atilde;o. ldquo;No caso de Marechal Rondon, tivemos que colocar em ordem as finan ccedil;as de 40 anos do munic iacute;pio. Sempre podia de um governo para outro deixar contas pendentes, e naquele ano as prefeituras brasileiras precisaram romper isso. E como era uma lei nova, foi levada a ferro e fogo. Depois soubemos que houve emendas e abrandamento. Mas aquela gera ccedil; atilde;o teve que cumprir a lei da metade do mandato em diante. Havia pend ecirc;ncias praticamente desde a funda ccedil; atilde;o do munic iacute;pio e que tivemos que organizar tudo rdquo;, salienta.
Para o ex-prefeito, a LRF trouxe um grande baque, especialmente no uacute;ltimo ano de governo. ldquo;Quando a lei passou a vigorar, tivemos que respeit aacute;-la. Com isso, ficamos amorda ccedil;ados, amarrados. N atilde;o conseguimos mais concluir e nem come ccedil;ar projeto novo. Naquele momento ocorreu o seguinte: todos os governos anteriores que porventura tivessem deixado contas pendentes n atilde;o havia problema algum, at eacute; porque era permitido, mas do nosso governo em diante n atilde;o. Tivemos que resolver a situa ccedil; atilde;o do nosso governo e dos anteriores. E com isso houve uma grande dificuldade rdquo;, declara.

Prejudicado?
Questionado se sentiu prejudicado como prefeito e pol iacute;tico, o rondonense diz que sim, principalmente no quarto ano de mandato. Isto porque, segundo ele, eacute; comum agrave;s v eacute;speras de uma elei ccedil; atilde;o os mandat aacute;rios apresentarem muitas obras novas para que os mun iacute;cipes tenham simpatia pelo candidato agrave; sucess atilde;o. ldquo;E fomos impedidos de fazer isso por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. E de fato a LRF era muito rigorosa e tivemos no uacute;ltimo ano terr iacute;veis dificuldades, sem contar que repercutiu diretamente na elei ccedil; atilde;o e prejudicou indiretamente o nosso candidato, que era excelente. O governo de m atilde;os amarradas n atilde;o podia mais contentar toda a popula ccedil; atilde;o como poderia rdquo;, aponta.

Reelei ccedil; atilde;o
Ar iacute;ston Limberguer era um dos prefeitos da primeira gera ccedil; atilde;o que tinha a possibilidade da reelei ccedil; atilde;o. Entretanto, ele e seu vice Renato Kaefer abdicaram desta condi ccedil; atilde;o logo no primeiro dia de governo para que pudessem se dedicar integralmente ao munic iacute;pio, afirma. ldquo;Quer iacute;amos impulsionar o munic iacute;pio naquele momento, que na ocasi atilde;o era a industrializa ccedil; atilde;o. Abdicamos de fazer pol iacute;tica durante o nosso mandato para fazermos todo o trabalho poss iacute;vel em prol do desenvolvimento de Marechal C acirc;ndido Rondon. Comparando com os que nos sucederam, aquela gest atilde;o est aacute; sendo analisada como tendo sido um excelente governo. E isso pode ser verificado por quem quiser rdquo;, declara.

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