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Analfabetismo atinge 3 milhões de trabalhadores rurais

calendar_month 27 de julho de 2010
3 min de leitura

Cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no campo s atilde;o analfabetas. O analfabetismo atinge tr ecirc;s milh otilde;es dos quase oito milh otilde;es de trabalhadores rurais do pa iacute;s nesta faixa et aacute;ria, de acordo com a secret aacute;ria de Jovens Trabalhadores Rurais da Confedera ccedil; atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Maria Elenice Anast aacute;cio. Se forem considerados os habitantes de pequenas cidades que sobrevivem da economia rural, os n uacute;meros podem ser ainda mais preocupantes.
Para Maria Elenice, as condi ccedil; otilde;es atuais do ensino obrigam o jovem a escolher entre o estudo e o trabalho. ldquo;O trabalhador rural tem que buscar a cidade para ter acesso agrave; sa uacute;de, agrave; informa ccedil; atilde;o e agrave; escola. Mas como v atilde;o pegar um transporte prec aacute;rio para estudar na cidade se est atilde;o cansados do trabalho exaustivo? rdquo;, questionou.
A coordenadora do curso de Licenciatura em Educa ccedil; atilde;o no Campo da Universidade de Bras iacute;lia, M ocirc;nica Molina, tamb eacute;m apontou a pouca oferta de escolas no campo como respons aacute;vel pelas altas taxas de analfabetismo. ldquo;O interesse em estudar existe. Hoje, o trabalhador d aacute; mais import acirc;ncia ao estudo do que em gera ccedil; otilde;es anteriores, mas quando o aluno chega agrave; 5 ordf; s eacute;rie, dificilmente encontra turmas no meio rural. Ent atilde;o ele precisa ir estudar na cidade mais pr oacute;xima e acaba desistindo rdquo;.
Em pesquisa feita em assentamentos de reforma agr aacute;ria, Molina constatou que, aproximadamente 70% das escolas rurais, s atilde;o de 1 ordf; a 4 s eacute;rie, enquanto 25% atendem os alunos de 5 ordf; a 8 ordf; e apenas 4% t ecirc;m turma de Ensino M eacute;dio. A consequ ecirc;ncia eacute; que poucos alunos v atilde;o al eacute;m dos primeiros anos de escolaridade. Este fator, somado agrave;s faltas, repeti ccedil; atilde;o de s eacute;ries, professores despreparados e recursos did aacute;ticos escassos, leva ao analfabetismo funcional. ldquo;Sem acesso aacute; escolariza ccedil; atilde;o correta na idade apropriada, o jovem acaba perdendo a condi ccedil; atilde;o de ler e interpretar ap oacute;s alguns anos rdquo;, afirmou M ocirc;nica.
Como solu ccedil; atilde;o, M ocirc;nica e Maria Elenice defendem a amplia ccedil; atilde;o do n uacute;mero de escolas no campo. ldquo;De 2005 a 2007 foram fechadas oito mil escolas rurais e agora temos que garantir as que j aacute; existem rdquo;, disse Molina. ldquo;N atilde;o adianta investir em transporte das pessoas para cidades pr oacute;ximas. Poucos v atilde;o arriscar a vida em pau de arara para terminar o ensino m eacute;dio rdquo;, completou Maria Elenice.

 
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