Há exatos 35 anos, em 27 de junho de 1984, era criado o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) de Itaipu, que ocupa uma área de 1.780 hectares. Desde então, a unidade tem contribuído para a conservação da fauna e da flora regional e servido de inspiração para outras hidrelétricas.
Passadas mais de três décadas desde a sua criação, o RBV integra e é reconhecido como um posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA). O refúgio também compõe o Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná, que conecta o Parque Nacional do Iguaçu às áreas protegidas da Itaipu e ao Parque Nacional de Ilha Grande. Boa parte da vegetação que hoje é floresta foi recomposta pela Itaipu de áreas de pastagens e gramíneas.

Vista aérea do Refúgio, que completa 35 anos nesta quinta-feira (27) (Foto: Jarbas Aguinaldo Teixeira)
O Zoológico Roberto Ribas Lange, principal atrativo do roteiro de visitação ao RBV, abriga 172 animais de 50 espécies, sendo 47 répteis e anfíbios, 65 aves e 60 mamíferos. Os animais são provenientes do próprio criadouro de animais silvestres da Itaipu, de outros zoológicos ou de órgãos ambientais como IAP, Ibama, ICMBio e Centro de Triagem de Animais Silvestres da PUC-PR.
Hoje, o RBV conta com o maior e mais bem-sucedido programa de reprodução de harpias do mundo. Desde 2009, nasceram ali 40 harpias. A unidade também tem tido sucesso na reprodução de onças-pintadas, com os últimos dois nascimentos ocorridos neste mês de junho. O primeiro foi em 2016.
Com JIE Itaipu Binacional