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Após dois anos com bandeira verde, conta de luz terá cobrança extra em julho

Clientes terão que pagar R$ 1,88 a mais a cada 100 kW/h consumidos


calendar_month 29 de junho de 2024
2 min de leitura

Após dois anos com a bandeira verde, ou seja, sem taxas extras na conta de luz, o valor sofrerá acréscimo em julho, quando a bandeira tarifária estará amarela. Com a mudança, os clientes terão que pagar R$ 1,88 a mais a cada 100 KWh consumidos. Entenda mais abaixo quais os valores e as regras de cada bandeira tarifária.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o aumento ocorre por conta da previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano (em cerca de 50%) e pela expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia.

O cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas superiores à média histórica do período, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais.

“Portanto, os fatores que acionaram a bandeira amarela foram o GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), visto que atualmente não há despacho fora da ordem do mérito (GFOM) decidido pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)”, informa a Aneel.

Bandeira Amarela

Essa é a primeira alteração na bandeira desde abril de 2022. Ao todo, foram 26 meses com bandeira verde. Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas.

Antes das bandeiras, o repasse desses custos de operação era feito apenas nos reajustes tarifários anuais. O consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto. Dessa forma, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

 
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