Foram aprovadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) na última terça-feira (21) as minutas do edital e dos contratos da 7ª rodada de concessão de aeroportos, que seguem agora para a análise do Tribunal de Contas da União.
O plano é levar a leilão no primeiro semestre do ano que vem 16 terminais localizados nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste, liderados por duas verdadeiras “joias da coroa”: Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio.
Se não fosse impossível, o ideal seria aproveitar o embalo e privatizar também a própria ANAC, marcada por sucessivas gestões envolvidas em decisões polêmicas, denúncias de irregularidades e suspeitas de favorecimentos ilícitos, especialmente em relação a fabricantes de aeronaves experimentais, que voam sobre as nossas cabeças praticamente sem qualquer fiscalização e já causaram dezenas de mortes investigadas com pouca profundidade.
Seu mais recente e desastroso ato de negligência, para dizer o mínimo, foi autorizar o funcionamento da companhia aérea Itapemirim mesmo sabendo que ela está vinculada a um grupo empresarial em processo de recuperação judicial e atolado em dívidas astronômicas.
Criada há poucos meses, e já enfrentando desde o início acusações de atrasar o pagamento dos salários, a empresa cancelou dias atrás todos os voos programados e deixou a ver navios milhares de passageiros que iriam viajar durante as festas de Natal e Ano Novo.
Órgão governamental incumbido de gerenciar o setor, a ANAC provou mais uma vez a sua criminosa incompetência e inépcia.
Empresários idôneos que estivessem encarregados de se autorregular certamente fariam serviço mais eficiente, responsável e honesto.
Caio Gottlieb é jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, agência de propaganda com mais de três décadas de atuação em Cascavel e no Oeste do Paraná. Blog: caiogottlieb.jor.br