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Atual morador de Petrópolis, ex-rondonense fala sobre situação caótica da cidade, devastada por deslizamentos e inundações; veja fotos e vídeos

calendar_month 19 de fevereiro de 2022
4 min de leitura

Quase quatro dias após a tempestade que causou um número de vítimas que não para de crescer, as ruas de Petrópolis ainda são cenário da destruição causada pela força da água que derrubou encostas, aumentou o nível de rios e invadiu casas e lojas.

Além da lama e dos estragos deixados pelo temporal, no entanto, também podem ser vistos por toda a parte os esforços de voluntários que levam água, comida e itens de higiene para pontos de apoio montados em diversas partes da cidade.

Atual morador de Petrópolis, o ex-rondonense Flavio Calheiros contou para a reportagem do Jornal O Presente como está a situação da cidade, que passa por um cenário de destruição.

Flavio está trabalhando como voluntário no Centro de Gerenciamento de Crise. Ele é psicanalista e apresenta o programa “Divinamente” em um canal de TV de Petrópolis.

Segundo o ex-rondonense, continua chovendo e ainda podem ocorrer queda de barreiras. “A situação é crítica. Há previsão de chuvas fortes ainda. Todos seguem trabalhando para ajudar as famílias desabrigadas, as pessoas que perderam familiares e amigos. É algo muito trágico”, mencionou ao O Presente.

De acordo com Calheiros, extraoficialmente o número de vítimas é muito maior do que o número divulgado oficialmente.

 

VEJA OS VÍDEOS FEITOS PARA O JORNAL O PRESENTE MOSTRANDO A SITUAÇÃO DE PETRÓPOLIS NA MANHÃ DESTE SÁBADO (19):

 

 

 

 

Chuva histórica

O governo do Rio de Janeiro afirma ter sido a pior chuva registrada na cidade desde 1932 – em apenas seis horas foram 260 milímetros – a maior parte, 230 milímetros, em três horas. Isso era o esperado para o mês inteiro para a cidade.

Já foram confirmadas 139 mortes. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil municipal seguem atuando nas buscas e na evacuação das áreas de risco.

Há preocupação com novos deslizamentos, diante da previsão de mais chuvas.

 

Paraná

O Paraná vai enviar uma equipe especializada do Corpo de Bombeiros, incluindo cães de faro, em apoio ao Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, para auxiliar no atendimento a ocorrências e nas buscas por vítimas desaparecidas em Petrópolis.

A missão foi determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na sexta-feira (18) em sinal de solidariedade e respeito às pessoas atingidas.

 

Cidade imperial

Petrópolis é um município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro. Também é conhecido como Cidade Imperial. Sua população é estimada em 305 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de ser a maior e mais populosa cidade da Região Serrana Fluminense e da Região Geográfica Intermediária de Petrópolis, também detém o maior Produto Interno Bruto (PIB) e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região.

Petrópolis é considerada a cidade mais segura do Estado do Rio de Janeiro e a sexta cidade mais segura do Brasil, segundo classificação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para cidades de médio e grande portes. O município é sede do Laboratório Nacional de Computação Científica, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

Atrações turísticas preservadas

Uma das principais atrações turísticas do centro histórico de Petrópolis, o Museu Imperial sofreu poucos danos decorrentes da forte chuva que atingiu a cidade na tarde de terça-feira. Segundo nota divulgada ontem (18), o palácio e o acervo foram preservados.

Detentor do principal acervo do país relativo ao império brasileiro, o Museu Imperial guarda cerca de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos. Além de uma exposição permanente, o local recebe constantes eventos, exposições temporárias e projetos educativos. Desde o temporal, o espaço está fechado ao público e ainda não há previsão para reabertura.

Outras atrações turísticas da cidade também foram poupadas pela chuva e não sofreram grandes danos. De acordo com o Instituto Municipal de Cultura (IMC), o Museu Casa de Santos Dumont e o Museu Casa do Colono não foram afetados.

Já o Theatro Dom Pedro, que atualmente está em obras, e o Centro Cultural Estação Nogueira, que abriga o Museu do Trem, registraram pontos de alagamento, mas os acervos estão preservados.

Também não houve grande impacto no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, no distrito de Itaipava, localidade menos afetada pela chuva. O espaço, no entanto, foi fechado para visitantes e transformado em ponto de apoio para o recebimento de doações.

O centro foi uma das áreas da cidade mais atingidas no temporal, que causou estragos e deslizamentos de terra em diversos bairros.

 

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