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Aumento da importação de leite preocupa setor produtivo

A redu ccedil; atilde;o do pre ccedil;o do leite pago ao produtor tem registrado queda e j aacute; preocupa parte da cadeia produtiva, principalmente por se tratar de um per iacute;odo de entressafra e inverno, eacute;poca em que geralmente eacute; registrado pico do consumo no ano. A principal causa do problema tem sido o volume de importa ccedil; atilde;o de leite pelo Brasil, especialmente oriundo do Uruguai.
De acordo com o diretor-executivo da Frimesa, Valter Vanzela, a situa ccedil; atilde;o eacute; considerada totalmente at iacute;pica. ldquo;Em plena entressafra o pre ccedil;o est aacute; baixando e est aacute; tendo excesso de oferta rdquo;, refor ccedil;a.
Segundo ele, o valor pago ao produtor na regi atilde;o registrou queda de aproximadamente 12% de julho para agosto.
Para Vanzela, os n uacute;meros de importa ccedil; atilde;o s atilde;o extremamente preocupantes. ldquo;Principalmente porque est atilde;o crescendo em rela ccedil; atilde;o a todos os derivados de leite rdquo;, aponta.
Recentemente, representantes da cadeia produtiva de cinco Estados – Goi aacute;s, Minas Gerais, Paran aacute;, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (respons aacute;veis por 68% da produ ccedil; atilde;o nacional) – estiveram reunidos para tratar do assunto. Algumas lideran ccedil;as estaduais, como de Santa Catarina, j aacute; vislumbram uma poss iacute;vel crise.
Do ponto de vista do diretor da Frimesa, ainda n atilde;o est aacute; instalada uma crise devido a alguns fatores que v ecirc;m minimizando o problema. ldquo;A desgra ccedil;a s oacute; n atilde;o eacute; maior porque a seca no Brasil Central, que inclui parte da nossa regi atilde;o tamb eacute;m, est aacute; reduzindo a produ ccedil; atilde;o. Al eacute;m disso, o custo de produ ccedil; atilde;o reduziu em fun ccedil; atilde;o do baixo pre ccedil;o do milho e da soja rdquo;, explana.
Mesmo assim, a situa ccedil; atilde;o chama a aten ccedil; atilde;o de Vanzela. ldquo;Em quase 30 anos que estou no neg oacute;cio nunca vi o (pre ccedil;o do) leite baixar em junho, julho. Isso eacute; bom para o consumidor, mas est aacute; sucateando a ind uacute;stria e lsquo;matando rsquo; o produtor rdquo;, opina.

Piora
Para ele, se ainda n atilde;o existe uma desgra ccedil;a total, j aacute; existe a preocupa ccedil; atilde;o com os meses que v ecirc;m pela frente. ldquo;Nos preocupa o que vai acontecer no ver atilde;o, durante a safra, quando existe oferta al eacute;m da demanda rdquo;, afirma Vanzela.
O alerta tamb eacute;m se deve agrave; condi ccedil; atilde;o brasileira de n atilde;o conseguir exportar o excedente, por causa da valoriza ccedil; atilde;o da moeda. ldquo;Enquanto Uruguai e Argentina t ecirc;m um c acirc;mbio que favorece, no Brasil a valoriza ccedil; atilde;o do real inviabiliza a exporta ccedil; atilde;o rdquo;, salienta.
Outro fator que poder aacute; prejudicar a cadeia produtiva eacute; a tend ecirc;ncia de alta de soja e do milho, que deve aumentar o custo de produ ccedil; atilde;o do leite. ldquo;Se a situa ccedil; atilde;o j aacute; est aacute; em patamar de preocupa ccedil; atilde;o, o horizonte eacute; muito pior. Se nada for feito, poderemos ter um ver atilde;o dos piores para o produtor de leite, como j aacute; aconteceu no passado, em que o produtor precisou se mobilizar para ver se o governo toma alguma atitude rdquo;, enfatiza. ldquo;Se aumentar o custo de produ ccedil; atilde;o e cair o pre ccedil;o ser aacute; o caos rdquo;, vislumbra.
Do ponto de vista dele, se o pre ccedil;o ficasse estagnado j aacute; seria bom para o produtor, por eacute;m eacute; algo incerto.
Vanzela acredita que o governo ter aacute; que tomar uma atitude no sentido de limitar as importa ccedil; otilde;es de leite pelo Brasil.

Equil iacute;brio
Apesar do pre ccedil;o do leite ter registrado redu ccedil; atilde;o, o presidente da Associa ccedil; atilde;o Leite Oeste, de Marechal C acirc;ndido Rondon, Romeu Hepp, ameniza a situa ccedil; atilde;o. ldquo;A queda no pre ccedil;o veio antes, mas temos que lembrar que a alta tamb eacute;m chegou mais cedo este ano. Em fevereiro o produto j aacute; estava valorizado, ent atilde;o acredito que seja aceit aacute;vel essa redu ccedil; atilde;o antecipada rdquo;, avalia.
Ele menciona que o pico de valoriza ccedil; atilde;o do produto foi registrado no m ecirc;s de junho. ldquo;Os valores nominais n atilde;o s atilde;o t atilde;o expressivos, mas, tendo em vista a redu ccedil; atilde;o do custo de produ ccedil; atilde;o, foi positivo para o produtor rdquo;, salienta.
Quanto ao in iacute;cio da safra, Hepp lembra que as perspectivas de produ ccedil; atilde;o n atilde;o s atilde;o t atilde;o favor aacute;veis, o que amenizaria a condi ccedil; atilde;o de produ ccedil; atilde;o excedente. ldquo;Estamos em per iacute;odo de estiagem e podemos esperar muito da safra, pois o pasto est aacute; seco e a situa ccedil; atilde;o eacute; a mesma no Centro Oeste. Por isso, acredito que as condi ccedil; otilde;es adversas v atilde;o equilibrar o volume de produ ccedil; atilde;o rdquo;, declara.
Ele menciona que n atilde;o h aacute; previs otilde;es de chuvas significativas para os pr oacute;ximos dias. Por este motivo, acredita que devido agrave; seca vai produzir melhor quem se preparou com alimento para os animais. ldquo;A redu ccedil; atilde;o do pre ccedil;o desestimula o produtor e isso tamb eacute;m equilibra a oferta do produto rdquo;, diz.
O aumento da importa ccedil; atilde;o de leite do Uruguai, sim, preocupa Hepp. ldquo; Eacute; preciso restringir a importa ccedil; atilde;o ou taxar para que a entrada de leite seja a n iacute;veis que n atilde;o afetem a cadeia leiteira brasileira rdquo;, conclui.

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