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Baixa procura por atendimentos pode desencadear crise do câncer, alerta presidente da Uopeccan

calendar_month 3 de novembro de 2020
5 min de leitura

A mais de 80 quilômetros de distância de Marechal Cândido Rondon, há muito que a União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan) – Hospital do Câncer, em Cascavel, faz pelos rondonenses. São muitos os munícipes frequentemente encaminhados até lá.

Romano Arno Scheffel, morador da Linha Boa vista, é um dos rondonenses beneficiados pelos serviços da Uopeccan. Segundo ele, desde as primeiras suspeitas de câncer até o encaminhamento do seu tratamento para o Hospital do Câncer tudo foi muito ágil. “Fiquei impressionado com a agilidade e, além disso, com o tratamento humanizado que recebi”, contou ao O Presente.

Com o acompanhamento médico totalmente gratuito, seu Romano hoje está curado do câncer de pele que o afligiu, todavia, o acompanhamento continua.

Agradecido pelo apoio que teve por parte da Uopeccan, em uma de suas estadas no hospital seu Romano participou de uma das muitas campanhas desenvolvidas pela entidade e foi contemplado. “Vi um trator parado lá, mas não dei muita bola. Participei para retribuir um pouco de tudo o que tinha recebido”, comenta o rondonense, que recebeu o prêmio da Ação Entre Amigos na terça-feira (27) em sua propriedade: um trator John Deere, modelo 5065.

Romano Scheffel, um dos rondonenses beneficiados pelos serviços da Uopeccan: “Fiquei impressionado com a agilidade e com o tratamento humanizado que recebi” (Foto: O Presente)

 

SOLIDARIEDADE

A exemplo de seu Romano, é assim que o Hospital do Câncer consegue parte de seus recursos: por meio da solidariedade das pessoas.

Entremeio à pandemia da Covid-19, a instituição teve seu orçamento comprometido em cerca de 50% e mais do que nunca precisa da ajuda da comunidade. “A Uopeccan precisa todo mês de R$ 11 a R$ 12 milhões para manter seu funcionamento. Ela arrecada ou vem dos órgãos públicos, Sistema Único de Saúde (SUS) e de outros serviços prestados cerca de R$ 9,5 a 10 milhões”, menciona ao O Presente o presidente da Uopeccan, Leopoldo Nestor Furlan.

Segundo ele, as muitas campanhas realizadas por parte da entidade têm como objetivo manter seu funcionamento e até mesmo melhorá-lo. “Nós precisamos fazer feijoadas, lambarizadas, pizzas e tudo mais que existe em promoções, rifas, bingos, consórcios e até leilões de gado para cobrir essa diferença. Uma das campanhas foi a do trator, cujo ganhador foi de Marechal Rondon, e nos ajudou a suprir esse déficit mensal”, ressalta.

Presidente da Uopeccan – Hospital do Câncer, Leopoldo Furlan: “Se continuarmos mais tempo com essa diminuição de pacientes, teremos uma crise de câncer, porque é uma enfermidade que tem que ser tratada o quanto antes possível” (Foto: O Presente)

 

TRABALHO DE MUITOS

Furlan diz que a ideia da Uopeccan surgiu nos Rotarys. “Há muita solidariedade envolvida. O tempo todo recebemos ajuda de pessoas que somam ao Hospital do Câncer. São muitos eventos, tanto comunitários quanto de famílias, que visam arrecadar recursos para a entidade”, enaltece. O apoio, segundo ele, é de suma importância para a Uopeccan.

 

ATENDIMENTO HUMANIZADO

Motivo de orgulho, o presidente da Uopeccan destaca o atendimento prestado na instituição. “É um serviço de primeira, humanizado e feito por pessoas que sabem”, enfatiza.

Furlan afirma que todas as pessoas que necessitam de cuidados recebem atenção e um tratamento com qualidade. “Atendemos de 600 a 700 pessoas e realizamos em torno de 1,35 mil procedimentos por dia. Diariamente, mais de 300 crianças frequentam a Uopeccan no tratamento do câncer infantil. Quem vai até lá tem dimensão do que estou falando. Salta aos olhos a essência positiva do lugar, de saúde”, evidencia, lembrando que no dia 21 de novembro acontece a campanha BigMac Feliz, em que toda arrecadação é convertida em doação ao câncer infantil.

O trabalho, aponta o presidente, é resultado do comprometimento de cerca de 600 voluntários. “É para pessoas e são pessoas que fazem toda essa máquina andar”, enaltece.

 

QUEDA NA PROCURA

Um dos maiores desafios, aponta Furlan, é o deslocamento dos pacientes. “Trazemos pessoas da região, mas também do Paraguai, da Argentina, do Mato Grosso. Fornecemos um tratamento humanizado. É o que a Uopeccan se compromete e faz”, frisa.

Além disso, uma preocupação para o presidente da Uopeccan é com a baixa da procura. “Muitos pacientes eram trazidos pela prefeitura para tratamento e, nessa pandemia, foram encaminhadas menos pessoas. Algumas se recusavam a vir. Se continuarmos mais tempo com essa diminuição de atendimentos, teremos uma crise de câncer também, porque é uma enfermidade que tem que ser tratada o mais cedo possível. Sem o tratamento adequado e na hora precisa, a cura do paciente fica um pouco mais complicada”, pontua.

 

A UOPECCAN

Com início em 1991, o Hospital do Câncer em Cascavel hoje é um Centro de Excelência em Oncologia, sendo referência sul-americana em estudos e tratamentos para o câncer. Os atendimentos acontecem via SUS, plano de saúde e também como assistência particular.
Juntas, as unidades de Cascavel e de Umuarama, inaugurada em 2016, somam uma área de mais de 30 mil metros quadrados, atendendo mais de mil pacientes diariamente e com 340 leitos.
Para mais informações basta acessar www.facebook.com/uopeccan ou www.uopeccan.org.br ou entrar em contato pelo telefone (44) 2031-0700.

 

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