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Brasil vive outono atípico, com 5º C acima da média para a estação

Na cidade de São Paulo, as temperaturas máximas ficaram acima da média dos últimos 30 anos em abril, em maio e na primeira metade de junho


calendar_month 16 de junho de 2024
2 min de leitura

O outono de 2024 já se encaminha para o fim como uma estação completamente diferente da habitual. Grande parte do Brasil tem enfrentado temperaturas até 5° C acima da média.

Dia de sol, temperatura perto dos 30°, roupas leves e garrafas de água na mão. Cenário perfeito para criar confusão.

Esse tempo estranho já dura meses. Na cidade de São Paulo, as temperaturas máximas ficaram acima da média dos últimos 30 anos em abril, em maio e nessa primeira metade de junho. O mesmo aconteceu no Rio de Janeiro. De 2 a 3 graus acima.

“Acho incrível poder ir para praia nesse pleno outono, quase inverno daqui a pouco, típica ser carioca, muito feliz”, diz a administradora Mariana Coelho.

Em Cuiabá, a média está 5º mais quente em junho. E o fenômeno se repete em Curitiba. Dois graus acima em abril, três em maio e quatro em junho, até agora.

O calorão registrado nessas capitais é o mesmo que muitos brasileiros estão sentindo em várias cidades, principalmente do Sudeste e do Centro-Oeste. A temperatura acima da média em boa parte do território brasileiro tem uma explicação que começa no mar.

O professor de meteorologia da USP, Micael Cecchini, explica que o clima no Brasil é influenciado por dois oceanos: quanto mais quente o Pacífico, mais forte é o fenômeno El Niño, que cria uma grande zona de alta pressão no Atlântico. O núcleo fica sobre o mar, mas as bordas atuam sobre parte do Brasil.

“A frente fria vem lá da região polar, passa pela Argentina, chega aqui no sul do Brasil e encontra com essa alta pressão. E aí elas podem estacionar sobre o sul e aí fica chovendo vários dias como a gente vem vendo. Então, se a gente tem quase nenhuma entrando, as temperaturas vão aumentando até chegar a entrada do inverno de fato que rompa este ciclo”, explica Micael Cecchini, professor de meteorologia da USP.

O El Niño acabou, mas o professor diz que a transição para o frio, que chega com o fenômeno La Niña, é devagar. E por isso ainda teremos dias quentes pela frente. Para sorte do vendedor de gelo Severino Ramos.

“Dependo do calor, se tiver frio, como vou vender gelo?”, diz.

Com G1

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