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“Calça de veludoou bumbum de fora”

calendar_month 12 de julho de 2026
2 min de leitura

Onde os Ronaldos davam lençol e Romário resolvia no bico; seleção prefere a segurança de um elenco que a gente só conhece jogando videogame

Por Jairo Eduardo

Pense o Ronaldo com o corte de cabelo “Cascão” recebendo aquela bola do Vini no jogo contra a Noruega. De frente para o gol, chaparia de direita no canto esquerdo do goleiro. E o Ronaldinho Gaúcho na mesma situação? Um toque sutil embaixo da bola, lençol no goleirão, só correr para o abraço. Romário driblaria o arqueiro pela direita e entraria com bola e tudo, ou, alternativamente, resolveria com um “biquinho”.

Não eram os Ronaldos, não era o Romário. Era o Endrick, promessa do futebol brasileiro, que talvez esteja pronto em 2030. A questão do Brasil – pouco explorada pelos profissionais do microfone assistidos por milhões – é a entressafra. Basta dizer: quantos de nós leigos tínhamos ouvido falar em mais de meia dúzia dos nomes escalados para nos representar na Copa?

O “THOR” DELES

Qualquer análise será incompleta se desconsiderar os méritos do adversário. Aqui entra inclusive o extracampo. Por humildade ou sapiência, os noruegueses atribuíram o favoritismo ao Brasil. Deram espetáculo em sinergia com a torcida invocando séculos de experiência em mares revoltos.
E o “Thor” deles, Haaland, merece um parágrafo à parte aqui. Quem entra contra a Noruega precisa fazer ao menos dois gols. É certo que o “cometa” deixará o seu. É como se eles entrassem em campo ganhando de 1 x0. Isentem a zaga brasileira no gol de cabeça dele. Observem a movimentação do grandalhão e percebam a que altura ele alcançou a bola para o cabeceio clássico, para o chão, sem chances para o goleiro Alisson.

Por fim, talvez tenha faltado ao Brasil no confronto com os vikings uma pitadinha daquilo que o “seo” Jairo repetia nessas circunstâncias: “calça de veludo ou bunda de fora!”. Ou seja, ficar olhando os noruegueses tocar de lado, obtendo uma posse de bola de 65%, temendo adiantar a marcação e levar uma “catracada” do Cometa, foi excesso de cautela. Faltou intensidade, o “tudo ou nada” do sábio patriarca do Pitoco.

No “terceiro andar”, Haaland cabeceia para abrir o placar

Jairo Eduardo é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente

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