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Candidatos ao Senado evitam ataques em debate

calendar_month 4 de agosto de 2010
4 min de leitura
Gleisi Hoffmann, Gustavo Fruet, Roberto Requião e Ricardo Barros durante o debate: fórmula adotada, priorizando as perguntas da plateia, impossibilitou os ataques, as pegadinhas e grandes discussões (Foto: Divulgação)

Os quatro principais candidatos ao Senado pegaram leve no primeiro debate da campanha eleitoral, segunda-feira (02) agrave; noite. A f oacute;rmula adotada pela Universidade Positivo, priorizando as perguntas da plateia, impossibilitou os ataques, as pegadinhas e grandes discuss otilde;es.
Na uacute;nica fase do debate em que poderiam fazer perguntas a seus advers aacute;rios, Roberto Requi atilde;o (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT), Ricardo Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB) preferiram perguntas aos colegas de chapa: Requi atilde;o para Gleisi, Gustavo para Barros e vice-versa. O debate foi marcado pela defesa dos candidatos agrave;s chapas, agrave; vincula ccedil; atilde;o a seus candidatos a governador e a presidente.
Requi atilde;o usou grande parte do tempo para defender sua tese de ldquo;Brasil Na ccedil; atilde;o rdquo; sobre o ldquo;Brasil Mercado rdquo;. Comparou os governos Lula e FHC e disse que sua chapa, ao lado de Gleisi e de Osmar Dias (PDT), ldquo;tem o apoio de quase todo o setor agr iacute;cola e das cinco centrais sindicais. Porque estamos ao lado do trabalhador e n atilde;o dos empres aacute;rios rdquo;.
Ele voltou a criticar a pol iacute;tica econ ocirc;mica de Lula. ldquo;Sou admirador do Lula e de suas pol iacute;ticas sociais, mas, no Senado, vou querer mais. Um Banco Central independente do mercado rdquo;.
Questionado pela plateia sobre o uso pol iacute;tico da TV Educativa, Requi atilde;o disse que ldquo;a TV foi utilizada para informar as a ccedil; otilde;es do governo. O governador tem direito de conversar com a popula ccedil; atilde;o rdquo;.
Em sua pergunta para Gleisi, Requi atilde;o levantou a bola para a petista falar da proposta de educa ccedil; atilde;o integral, defendida pela chapa de ambos. Gleisi retribuiu destacando os investimentos federais em educa ccedil; atilde;o e, tamb eacute;m, os resultados do ensino p uacute;blico no Paran aacute;.
Gleisi defendeu as pol iacute;ticas p uacute;blicas do governo Lula e disse que quer ser senadora para defender esses programas. ldquo;Senado n atilde;o eacute; espa ccedil;o para oposi ccedil; atilde;o, eacute; para media ccedil; atilde;o e constru ccedil; atilde;o de propostas rdquo;, disse. E defendeu a reforma pol iacute;tica, ldquo;nem que para isso precise convocar uma constituinte rdquo;.
Barros disse que quer do paranaense a mesma confian ccedil;a que tem do maringaense, onde sua fam iacute;lia tem destaque pol iacute;tico h aacute; 50 anos. Ele lembrou sua atua ccedil; atilde;o na C acirc;mara Federal, ldquo;sempre como um dos 100 mais influentes rdquo;, e disse ser especialista em conquistar recursos federais. ldquo;Maring aacute; eacute; o munic iacute;pio que mais atraiu recursos per capita no Brasil. O Paran aacute; est aacute; fraco nisso e essa capacidade que tenho quero utilizar no Senado rdquo;.
Para a plateia, Barros disse que eacute; a favor do Ficha Limpa e que, depois de ser l iacute;der dos governos FHC e Lula, espera que o PP seja convidado a compor com o novo presidente, independente de quem ven ccedil;a a elei ccedil; atilde;o. ldquo;Pois o presidente precisar aacute; da governabilidade rdquo;.
Fruet disse que aceitou a convoca ccedil; atilde;o para disputar o Senado por sentir um momento favor aacute;vel para mudan ccedil;a e por querer defender a imagem do Congresso Nacional. ldquo;O grande embate pol iacute;tico se dar aacute; no Senado. Hoje o Congresso est aacute; numa agenda policial. Precisamos trabalhar sua institucionalidade, desvincular do Executivo, dos excessos de Medidas Provis oacute;rias e dos vetos, pois o Congresso est aacute; deixando de ser formulador rdquo;, disse.
Fruet criticou o ldquo;baixa ou acaba rdquo; de Requi atilde;o sobre o ped aacute;gio, mas tamb eacute;m criticou o ex-governador Jaime Lerner, ldquo;que reduziu o ped aacute;gio durante a elei ccedil; atilde;o para reajust aacute;-lo depois rdquo;. Ele disse que lutar aacute; por mais prest iacute;gio ao Paran aacute;, ldquo;que contribui muito para a Uni atilde;o, mas n atilde;o eacute; contemplado da mesma forma rdquo;.

 
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