O Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa) completou 43 anos de existência na terça-feira (18). A organização atua na promoção da agricultura de base ecológica comprometida com a justiça social – a agroecologia. Formado por cinco núcleos, hoje o Capa atua em cerca de 100 municípios nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, assessorando diretamente em torno de oito mil famílias.
A organização nasceu em 1978 dentro da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). E, desde 2018, integra a Fundação Luterana de Diaconia (FLD). A sua criação se insere no contexto em que muitas famílias agricultoras estavam sendo “expulsas do campo” pelo modelo de desenvolvimento chamado “Revolução Verde”. Esse modelo aplicava um pacote de modernização baseado na produção agrícola em grande escala, no uso intensivo de agrotóxicos e na mecanização. O processo rompia com a lógica da agricultura familiar e a IECLB viu a necessidade de prestar apoio e assessoria às famílias agricultoras para que elas permanecessem no campo. Assim, nascia o Capa, que na época levou o nome de Centro de Aconselhamento do Pequeno Agricultor.
Ao longo destes 43 anos, o trabalho do Capa ampliou a sua atuação para além das famílias da base da IECLB e estendeu a assessoria para a produção de alimentos, busca por direitos e acesso a políticas públicas. Passou a assessorar comunidades quilombolas, famílias pescadoras, indígenas, camponesas e famílias assentadas da reforma agrária.
Atuação
Hoje, os núcleos do Capa prestam assessoria e assistência técnica rural às famílias para produção e comercialização de alimentos, com vistas à segurança e soberania alimentar e à promoção de outras alternativas de renda; trabalham na organização, formação e fortalecimento de associações e cooperativas; na elaboração de projetos e certificação participativa; na assessoria a agroindústrias familiares; na incidência para a construção de políticas públicas; na promoção da saúde integral; na superação de desigualdades, violências e preconceitos; na construção da autonomia de jovens e mulheres; e no desenvolvimento rural sustentável.
Ampliação
A atuação dos núcleos do Capa será ampliada a partir de 2022, com acompanhamento a 40 comunidades indígenas, principalmente na região Oeste do Paraná, 15 comunidades quilombolas, quase todas na região de Pelotas (RS), 14 assentamentos da reforma agrária, 21 cooperativas, 21 agroindústrias, 12 grupos de saúde comunitária e 99 grupos de produção agroecológica. Haverá ainda o acompanhamento em 11 hortas comunitárias, além do número de grupos de jovens e mulheres acompanhados pela organização, que passará de cinco para dez e de 29 para 44 grupos, respectivamente. Com as ações do trabalho do Capa são impactadas, indiretamente, cerca de 250 mil pessoas.
Com assessoria
Clique aqui e participe do nosso grupo no WhatsApp