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Cerveja no DNA: a história que atravessou gerações até dar origem a uma das principais cervejas da região

Depois de quase 150 anos, tataraneto do primeiro mestre cervejeiro da Companhia Antárctica desenvolveu a mesma paixão pela arte da cerveja artesanal, fundou uma cervejaria no Paraná e, durante o processo de criação da marca, descobriu sua ligação direta com antigos mestres cervejeiros do Brasil e da Alemanha. Uma história de tradição, herança e propósito que parece ter sido escrita muito antes da primeira receita ganhar vida


calendar_month 11 de junho de 2026
4 min de leitura

Louis Bücher, imigrante alemão reconhecido como o primeiro mestre cervejeiro da Companhia Antárctica Paulista, um dos personagens responsáveis por moldar os alicerces da indústria cervejeira brasileira ainda no século XIX.

O fato era desconhecido e a descoberta chegou como aquelas coincidências difíceis de explicar.

De repente, aquilo que parecia ser apenas uma escolha profissional passou a carregar o peso simbólico de uma herança familiar que atravessou continentes, gerações e quase um século e meio de história.

Louis Bücher deixou a cidade de Wiesbaden, localizada a 40 quilômetros de Frankfurt, na Alemanha. Era filho de Christian Bücher, um cervejeiro alemão estabelecido na cidade. Louis trouxe consigo muito mais do que a coragem de recomeçar em um novo continente, herdou de seu pai o conhecimento, as técnicas e a paixão pela arte de produzir cerveja, aprendidos ainda nas tradicionais cervejarias alemãs do século XIX.

Bücher chegou ao Brasil em meados do século XIX na região de Joinville (SC). Anos depois, recém-casado, mudou-se para São Paulo e em 1870, estabeleceu sua própria cervejaria, produzindo bebidas utilizando os recursos disponíveis na época. Seu conhecimento técnico e visão empreendedora o levaram a identificar uma oportunidade que mudaria os rumos da cerveja nacional.

Em 1885, ao perceber o potencial da estrutura industrial da Antarctica, que possuía fábrica de gelo, sistemas de refrigeração e acesso à água de qualidade, propôs uma parceria empresarial a Joaquim Salles. A iniciativa resultou na implantação de uma moderna fábrica de cerveja baseada na tecnologia de baixa fermentação, utilizando cereais locais, considerada uma inovação para o mercado brasileiro daquele período. Produziam inicialmente 6 mil litros de cerveja por dia.

Poucos anos depois, em 9 de fevereiro de 1891, nascia oficialmente a Companhia Antarctica Paulista, constituída como sociedade anônima com 61 acionistas, marco que ajudaria a transformar a empresa em uma das maiores referências da indústria cervejeira brasileira.

Quase 150 anos depois, sem conhecer essa conexão, seu descendente seguia um caminho surpreendentemente semelhante.

Foi durante a implantação da Cervejaria Alken Bier que as peças começaram a se encaixar.

Para Bruno e sua família, a descoberta não representou apenas uma curiosidade genealógica. Ela trouxe um sentimento de pertencimento, identidade e propósito. Como se a paixão pela cerveja, o interesse pelos processos artesanais e a busca pela excelência não fossem apenas escolhas individuais, mas parte de uma história que já vinha sendo escrita há gerações.

Talvez por isso a Alken Bier tenha sido construída com um respeito tão profundo pela tradição cervejeira.

Desde sua fundação oficial, em 13 de abril de 2016, em Porto Mendes, às margens do Lago de Itaipu, a cervejaria adotou como princípio a valorização da qualidade, da pureza dos ingredientes e do cuidado em cada etapa da produção. Inspirada nos fundamentos da tradicional Lei da Pureza Alemã de 1516, a marca busca produzir cervejas e chopes que expressem autenticidade, equilíbrio e personalidade.

Mas existe algo que vai além das técnicas, dos equipamentos e das receitas. Existe uma história.

Uma história que começou do outro lado do oceano, passou pelas mãos de antigos mestres cervejeiros alemães, ajudou a construir capítulos importantes da cerveja no Brasil e, muitas décadas depois, encontrou continuidade em uma cervejaria do Oeste paranaense.

É inegável que cada copo servido pela Alken Bier carrega um pouco dessa trajetória. Carrega conhecimento transmitido através do tempo. Carrega tradição. Carrega paixão. Carrega memória.

E talvez seja exatamente por isso que a expressão “cerveja no DNA” faça tanto sentido.

Porque, em alguns casos, a vocação não é apenas aprendida. Ela é herdada.

Clique aqui e confira o vídeo.

Com assessoria

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