Ciclone extratropical se formará na costa do Sul do Brasil nas primeiras horas deste sábado (8), tal como vem se prognosticado desde o começo da semana. Não se trata de um sistema profundo e modelos numéricos projetam sua pressão mínima central ao redor de 1.007 hPa, o que não configura um ciclone intenso.
Assim como a MetSul Meteorologia vem informando insistentemente e reiteradamente, não se deve esperar uma repetição do evento do ciclone de junho porque as características agora são muito distintas e os impactos muito menores para a população, seja por volumes de chuva mais baixos – apesar de altos – ou vento muito intenso. As diferenças não passam apenas pela intensidade do fenômeno. Os impactos são menores em especial pela trajetória deste ciclone. Desta vez, o centro de baixa pressão segue o seu caminho normal de Oeste para Leste e vai dar origem a um ciclone organizado mais distante da costa gaúcha e de menor intensidade que no último mês.
Em junho, ao contrário, este processo se deu enquanto o sistema se aproximava da costa, em trajetória incomum e inversa à de agora. O ciclone do mês passado avançou do mar em direção ao continente e ficou por muitas horas rente à costa no Litoral Norte antes de distanciar para Leste, o que não vai ocorrer agora.
Quando o campo de vento do ciclone começar a adquirir maior extensão e intensidade sobre o Oceano Atlântico neste sábado, o sistema já vai estar em processo de afastamento da área continental. Como estará mais distante e como é menos intenso, o resultado será menos vento que em junho. Em Porto Alegre, na região metropolitana e nos vales o vento médio deve ficar entre 40 km/h e 60 km/h na maioria dos pontos em parte deste sábado. No Litoral Norte gaúcho, em média, entre 60 km/h e 70 km/h. No Litoral Sul de Santa Catarina até o Sul da ilha em Florianópolis, o vento também se intensifica neste sábado com rajadas em média de 50 km/h a 70 km/h, mas superiores em alguns pontos. Pode ventar mais forte na região do Farol de Santa Marta, em Laguna, onde comumente já venta mais.
Salientamos que o vento não é uniforme e em alguns pontos, por construções ou topografia do terreno que geram efeitos muito locais, rajadas mais fortes podem ocorrer. Mesmo sem vento mais intenso, com a chuva e o solo instável, podem ocorrer quedas de árvores.
Os volumes em diversas cidades devem ficar entre 50 mm e 100 mm com acumulados em alguns locais de 100 mm a 150 mm. Estes volumes previstos em alguns locais de 100 mm a 150 mm significam que em poucas horas alguns municípios devem ter quase ou senão a média histórica de chuva de julho inteiro, que já é alta.
Destacam-se as possibilidades de alagamentos em área urbanas e rurais, inundações localizadas, transbordamento de arroios e córregos, quedas de barreiras em rodovias e deslizamentos de terra. Alertamos uma vez mais que o período mais crítico de chuva mais intensa e volumosa será entre hoje à noite e a manhã deste sábado, quando pode chover muito em Porto Alegre, área metropolitana e nos vales, além de parte do Litoral Norte.
Com MetSul