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Como foi a investigação secreta da FAB sobre os OVNIs que assustaram o Pará

Operação Prato foi criada após onda de relatos sobre luzes misteriosas em 1977


calendar_month 9 de junho de 2026
3 min de leitura

Os últimos dias foram marcados por uma sucessão de histórias envolvendo supostos objetos voadores não identificados. Entre vídeos compartilhados na internet e a repercussão da declaração de um oficial da Polícia Militar mineira que afirmou ter presenciado fenômenos inexplicáveis, o tema voltou a despertar curiosidade. Mas muito antes das redes sociais, o assunto já havia mobilizado uma investigação oficial da Força Aérea Brasileira.

Em 1977, a Operação Prato levou militares à Amazônia para apurar relatos de luzes que perseguiam moradores e sobrevoavam comunidades ribeirinhas, em uma missão que se tornaria a maior investigação ufológica já realizada pelo governo brasileiro.

1977: a missão secreta da Aeronáutica

O relatório reproduzido pela revista UFO foi elaborado por militares do 1º Comando Aéreo Regional (I COMAR), sediado em Belém. A missão tinha como objetivo investigar relatos de luzes misteriosas e supostos ataques registrados principalmente em Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá.

Segundo o documento, a equipe percorreu diversas localidades, entrevistou testemunhas e realizou registros fotográficos e cinematográficos para tentar esclarecer os fenômenos observados na região.

Outubro e novembro de 1977: coleta de depoimentos

O relatório reúne diversos relatos de moradores que afirmavam ter visto objetos luminosos e sofrido efeitos físicos após encontros com as luzes.

Entre eles está o depoimento de Manoel Espírito Santo, que afirmou ter observado um objeto luminoso ocupado por dois seres de aparência humana e relatou ter sido atingido por um feixe luminoso, sentindo forte sensação semelhante a choque elétrico e paralisia temporária.

Outras testemunhas descreveram perseguições por luzes durante a noite, perda temporária de movimentos e sensações de amortecimento corporal após os episódios.

O que os militares registraram

O próprio relatório deixa claro que a equipe não chegou a uma explicação definitiva para todos os casos investigados.

Os agentes afirmam ter encontrado dúvidas e dificuldades para explicar parte das ocorrências registradas durante a missão.

Também são descritas observações feitas pelos próprios militares, incluindo objetos luminosos com coloração amarelada, avermelhada e azulada, movimentando-se de forma considerada incomum.

1985: primeiras informações começam a escapar

O documento de 1991 menciona que algumas fotografias relacionadas à Operação Prato já haviam aparecido anteriormente em publicações ufológicas, indicando que parte do material investigativo começava a circular fora dos arquivos militares.

1991: o grande vazamento

O ponto central do documento é uma informação confidencial produzida pelo próprio I COMAR em setembro de 1991.

Nela, a Aeronáutica reconhece que a revista UFO nº 2 publicou um relatório elaborado em novembro de 1977 pelo então sargento João Flávio de Freitas Costa, integrante da Operação Prato.

O texto afirma ainda que haviam sido realizadas investigações internas para descobrir como o material chegou ao público.

A suspeita sobre o autor do relatório

O documento registra que existiam indícios de que o próprio João Flávio de Freitas Costa teria fornecido cópias do relatório para publicação.

Segundo o informe militar, ele era entusiasta da ufologia e teria manifestado anteriormente a intenção de divulgar o material.

O legado do vazamento

O vazamento de 1991 foi um dos principais fatores que impediram que a Operação Prato permanecesse desconhecida.

Anos depois, com a abertura gradual dos arquivos militares, diversos documentos relacionados ao caso foram oficialmente liberados, transformando a Operação Prato em um dos episódios mais documentados da história da ufologia brasileira.

Com Catve

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