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Comunidade Escolar debaterá implantação de sexta aula

Maria Cristina Kunzler

O Conselho Estadual de Educação emitiu um parecer, nesta semana, em que sugere que as escolas podem adotar a sexta aula no período de reposição do ano letivo de 2015 devido à greve. O parecer foi recebido na quinta-feira (25) pela Secretaria Estadual de Educação (Seed) e o assunto deve ser aprofundado na próxima semana. Isto porque algumas questões precisam ser analisadas, segundo adianta o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Toledo, Léo Inácio Anschau.

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De acordo com ele, nem todas as escolas devem adotar a sexta aula, pois algumas encerrarão o calendário ainda em 2015, sem necessidade de prolongar as atividades referentes a este ano até março de 2016. Vamos conversar sobre isso a partir do momento em que a Seed nos orientar, pois existem algumas coisas que precisam ser observadas, reforça.

Atualmente, na grande maioria das escolas a aula começa às 07h30 e termina às 11h45. Com a nova proposta, a aula começaria no máximo até as 07h15 e terminaria ao meio-dia. Para isso, haveria uma redução no tempo de cada aula. Em vez de ter aula de 50 minutos, teria 45 minutos. É o que o documento sugere por parte do Conselho Estadual de Educação, comenta Léo Inácio.

Um dos maiores colégios estaduais de Marechal Rondon, professores do Frentino Sackser devem se reunir, possivelmente na segunda-feira (29), para avaliar se o educandário altera o cronograma e implanta a sexta aula ou não. Conforme o diretor da instituição, Leocir Lang, na quinta-feira (25) foi enviada a proposta do calendário escolar ao Núcleo, na qual estão previstas aulas do ano letivo de 2015 até o início de março de 2016.

Ele comenta que ontem (26) manteve uma conversa preliminar com alguns professores, sendo que, na oportunidade, a maioria já se manifestou contrária à mudança. O que deu para sentir nos professores é que não estão muito receptivos a seis aulas, pois achamos que é bastante cansativo, pontua, acrescentando que outra preocupação é quanto ao transporte escolar. Se a sexta aula for implantada, teremos que começar mais cedo e terminar mais tarde, sendo que fica a dúvida se o transporte passará mais cedo e vai esperar mais tempo até a liberação dos alunos. Não sabemos se isso dará certo, opina.

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