Após a definição do reajuste de 20,5% na tarifa de energia elétrica no Paraná, a Copel divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que o índice foi estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que o principal impacto no aumento está relacionado aos subsídios concedidos à geração de energia solar.
Segundo a companhia, 13,3 pontos percentuais do reajuste são decorrentes dos custos da geração distribuída, modalidade que inclui sistemas de energia solar instalados em residências, comércios e indústrias. Esse custo é repassado a todos os consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia políticas públicas e subsídios do setor elétrico.
A empresa destacou que o número de consumidores beneficiados pela geração distribuída cresceu significativamente nos últimos anos. De acordo com a Copel, o total passou de 55 mil usuários em dezembro de 2020 para 677 mil em junho de 2026, o que representa cerca de 13% da base de clientes da companhia no Paraná.
Na nota, a Copel também ressalta que o reajuste passou por consulta pública e audiência promovidas pela Aneel antes de ser aprovado.
A companhia afirma ainda que apenas cerca de 20% do valor pago na conta de luz permanece com a distribuidora. Os outros 80% seriam destinados à compra e transmissão de energia, encargos federais obrigatórios e subsídios definidos pelo governo federal.
Mesmo com o reajuste, a Copel sustenta que a tarifa praticada no Paraná continuará entre as mais baixas do Brasil. A estimativa é de que o consumidor residencial passe a pagar cerca de R$ 0,76 por quilowatt-hora consumido.
Confira a nota:
“A Copel informa que o reajuste da tarifa é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2026, o índice apurado pela Aneel é de 20,5%. Atualmente, o cliente paranaense paga a tarifa mais baixa entre as grandes empresas do setor elétrico brasileiro. Mesmo com o reajuste, a tarifa no Paraná permanecerá entre as mais baixas do Brasil, em torno de R$ 0,76 por kilowatt (kW) para o consumidor residencial.
O maior impacto no reajuste é o custo do subsídio à geração distribuída (GD) através de placas fotovoltaicas. Do total, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores, inclusive quem não possui sistema próprio de geração. Esse benefício aos usuários de geração solar está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada por todos os consumidores de energia elétrica. A conta, que financia políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pelos custos sobre as tarifas.
Os incentivos subsidiam a geração distribuída, que engloba sistemas solares instalados em residências, comércios e indústrias. O impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o País. O crescimento dos usuários beneficiados com GD nos últimos anos foi expressivo. Entre dezembro de 2020 e junho de 2026, o total saltou de 55 mil para 677 mil consumidores, que representam 13% da base de clientes do Estado.
Consulta pública
O percentual foi submetido a consulta pública promovida pela Aneel, bem como a audiência pública realizada em Curitiba, no dia 29 de abril.
De cada R$ 10 na conta de luz, cerca de R$ 2 remuneram a Copel
De cada R$ 10 pagos pelo consumidor na conta de luz, cerca de R$ 2 correspondem à parcela que remunera de fato a Copel. É com esse percentual que a companhia realiza investimentos na operação, manutenção e expansão das redes de energia no Paraná.
Os cerca de 80% restantes da conta de luz são destinados ao sistema elétrico nacional para a compra e a transmissão da energia distribuída aos clientes, para o pagamento de encargos federais obrigatórios do setor e para os subsídios definidos pelo governo federal.
A tarifa de energia elétrica é composta basicamente por três parcelas:
- o custo da energia aos consumidores (que não está sob a gestão da Copel);
- os encargos definidos por políticas federais (que não estão sob a gestão da Copel);
- a parcela que remunera a operação, manutenção e expansão das redes elétricas.
Catve com assessoria
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