A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na última quarta-feira (17), uma mensagem oficial voltada aos eleitores brasileiros para as eleições de 2026. Liderado pelo cardeal Dom Jaime Spengler, o Conselho Permanente da entidade reforçou que a Igreja Católica não indica candidatos ou partidos, mas cobra ética, justiça social e a defesa irrestrita da democracia.
Com o lema bíblico “Examinai tudo e guardai o que for bom”, o documento ressalta que a política deve ser orientada pela retidão. Os bispos não pouparam críticas ao cenário atual e condenaram duramente a desigualdade social, a compra de votos, o mau uso do dinheiro público e a propagação deliberada de fake news (notícias falsas).
Fim da hostilidade
Um dos pontos de maior destaque do manifesto repudia a violência e a polarização extrema. A CNBB afirma de forma categórica que a divergência de ideias é legítima, mas deixa um alerta direto aos eleitores e candidatos: “o adversário político não pode ser tratado como inimigo”. O conselho ressalta que é inaceitável o abuso de poder econômico e político, práticas que enfraquecem a confiança da população nas instituições.
A mensagem também cobrou respeito à Constituição Federal, à harmonia entre os Poderes e à liberdade de expressão responsável. Os bispos pedem confiança no sistema eleitoral e na apuração dos votos, exigindo o respeito aos resultados das urnas e o cumprimento rigoroso da Lei da Ficha Limpa.
Apelo contra a abstenção
Para combater a descrença na política, a entidade fez um chamado direto para que os cidadãos não deixem de votar. A recomendação é que o eleitor analise com cuidado o histórico de vida dos candidatos e as consequências de seus compromissos, e não apenas as promessas de campanha.
O texto convida os brasileiros a participarem ativamente, dialogarem e defenderem a verdade e a justiça, construindo a paz social. Ao fim do documento, a CNBB confia o futuro do país à proteção de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
O manifesto é assinado pelo presidente da entidade, Dom Jaime Cardeal Spengler, pelos vice-presidentes Dom João Justino de Medeiros Silva e Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, e pelo secretário-geral, Dom Ricardo Hoepers.
Com Catve.com
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