Vivendo um ex-agente da CIA que vai à caça de sequestradores no filme “Chamas da Vingança”, o ator Denzel Washington cunhou uma citação antológica: “O perdão é entre eles e Deus. Eu só marco o encontro”.
Nas últimas semanas, em duas impecáveis operações no Paraná e uma em Minas Gerais, sem nenhuma baixa do lado da lei, a polícia seguiu o protocolo ensinado pelo protagonista da história e encaminhou 36 assaltantes para irem ajustar as contas com o Altíssimo.
Menos mal que os meliantes, decididos a matar ou morrer, preferiram não se entregar e partiram para o confronto do qual nenhum saiu vivo.
Pouparam-nos, assim, do dissabor de rever os mesmos e velhos desfechos de sempre.
Quando são presos, não demora muito para serem soltos por juízes benevolentes. Quando não conseguem a liberdade rapidamente, continuam planejando e comandando crimes de dentro da cadeia. Quando são condenados, ficam pouco tempo trancafiados, conquistam facilmente os benefícios da progressão de pena e logo retornam às ruas para seguir aterrorizando a sociedade.
Enquanto não houver no Brasil punições exemplares e severas para bandidos de alta periculosidade, raramente dispostos a se regenerar, o melhor que a polícia tem a fazer é seguir promovendo o encontro deles com a justiça divina.
Pouco importa se terão ou não a misericórdia do Senhor.
O importante é que não voltarão para nos infernizar.
Caio Gottlieb é jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, agência de propaganda com mais de três décadas de atuação em Cascavel e no Oeste do Paraná. Blog: caiogottlieb.jor.br