O Presente
Geral

Discrepância de estimativas de safra preocupa setor

calendar_month 23 de maio de 2021
2 min de leitura

Frequentemente, analistas, profissionais do ramo e produtores rurais se deparam com os contrastes nas estimativas de safra de órgãos federais. Hoje, os principais levantamentos no Brasil são feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, além de apresentarem diferenças, afirma o vice-presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Modesto Daga, são absolutamente defasados. “Além de não termos segurança e transparência na informação, isso prejudica a remuneração do produtor e a elaboração de políticas públicas do setor”, critica.

Modesto se refere principalmente ao último relatório divulgado, especificamente referente ao milho. Em termos comparativos, a Conab estima a colheita de 106 milhões de toneladas no Brasil, o IBGE estima 102,5 milhões e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê 102 milhões de toneladas. “A sensação que temos é que as entidades não se conversam”, opina o presidente da Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário (Apepa), Daniel Galafassi.

As diferenças também são alvos de críticas de corretoras de grãos. “Está absolutamente defasado. Acredito que precisa ser revista a metodologia e as divulgações de dados, que mudam muito na hora que eles são colhidos até a hora que são divulgados”, analisa Camilo Motter, da Granoeste Investimentos.

Outro problema grave da Conab, aponta Modesto, está relacionado à soja. Desde dezembro de 2019, a entidade não divulga dados de demanda e estoque remanescente da oleaginosa. “Precisamos ter credibilidade e confiança no levantamento desses dados. Essa situação do milho é a mais recente, mas também temos o problema da soja. O Brasil é maior produtor e exportador de soja do mundo, e essa é a mensagem que passamos? Não temos credibilidade alguma desta forma”, lamenta.

A falta de unificação de dados, além de prejudicar o setor em si, prejudica o produtor rural, afirma o vice-presidente do Sindicato Rural de Cascavel. “Nosso interesse não é somente na remuneração do produtor rural, que realmente está defasada. O que nos preocupa é que somos uma economia altamente dependente do agronegócio, e não ter um critério correto, de dados factíveis e reais, além de errado, é vergonhoso”, enfatiza.

 

Com Sindicato Rural de Toledo

Clique aqui e participe do nosso grupo no WhatsApp

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.