Uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados reacendeu o debate sobre o transporte de cargas entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. A ANTT informou que Brasil e Paraguai precisam atualizar o acordo que regula a circulação de caminhões na fronteira até 16 de março de 2026. Se não houver consenso, os caminhões de médio porte — usados no chamado despacho menor — ficarão proibidos de realizar transporte internacional.
O modelo atual, que permite a entrada e saída de cargas em um raio de até cinco quilômetros, vem sendo usado principalmente para levar materiais de construção. Para a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana de Foz, o acordo de 2017 foi desvirtuado e hoje serve para movimentar cargas que não são de subsistência, causando desequilíbrio comercial e sobrecarga no fluxo do Porto Seco e da Ponte da Amizade.
Empresários e sindicatos de Foz pedem regras claras e fiscalização igual para transportadores formais e informais. Já no Paraguai, representantes do setor alertam que cerca de 700 motoristas podem ficar sem trabalho caso a mudança seja aplicada em 2026.
A ANTT reforça que, sem um novo acordo, o transporte irregular será suspenso, e o comércio deverá seguir exclusivamente as normas internacionais.
Catve com ABC Collor
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