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“É quase consenso que a Expo Rondon não será realizada em julho”, diz Anderson Loffi

calendar_month 4 de maio de 2020
6 min de leitura

A menos de três meses da realização da Expo Rondon, festa que acontece todos os anos no final de julho e marca as comemorações alusivas ao aniversário do município, nada está definido.

Neste ano, quando o município vai completar 60 anos (25 de julho), as festividades seriam organizadas de uma maneira ainda mais especial, a fim de valorizar a data de uma forma diferenciada. Todavia, diante da pandemia do novo coronavírus e das medidas restritivas para conter o avanço e transmissão da Covid-19, a programação tem tudo para ser adiada.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação Promotora de Eventos (Proem), Anderson Loffi, as discussões a respeito da promoção ou não da festa ainda estão em andamento. “Logo no início da pandemia nos reunimos com representantes da Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) e delimitamos um prazo, até início de maio, para nos encontramos novamente e decidirmos essa questão”, declarou ao O Presente.

Segundo ele, muitos são os passos em termos organização que antecedem a realização da festividade, os quais ainda não foram cumpridos. “É necessário fazer o anúncio da realização da festa, compor a Comissão Central Organizadora e muitos outros detalhes”, menciona.

 

HOSPITAL DE CAMPANHA E ELEIÇÃO

Além das restrições impostas pelo coronavírus a fim da prevenção do contágio, outra questão que interfere na realização da festa é a ocupação do Centro de Eventos do Parque de Exposições, onde anualmente é promovida a Expomar. “O Centro de Eventos foi transformado em hospital de campanha e nós não sabemos até quando será necessário manter esta estrutura”, salienta.

Outro detalhe é que 2020 é um ano eleitoral e caso a festa seja adiada pode sofrer alguma interferência em função da campanha. “Haverá um período de campanha um pouco menor. Serão apenas 45 dias e a eleição será no dia 04 de outubro, a princípio”, expõe.

 

RÁPIDA ORGANIZAÇÃO

Loffi diz que, mesmo diante dos imprevistos, se necessário a Proem tem condições de rápida organização. “A Proem tem tudo o que é pertinente em termos de papelada organizado, porque processos licitatórios têm várias etapas. Já está tudo estabelecido, mas não podemos avançar sem uma decisão”, enfatiza, acrescentando: “O processo está adiantado e caso seja preciso tomar uma decisão rápida, estamos preparados”.

 

ECONOMIA LOCAL

Conforme o diretor-presidente da Proem, entre os totalmente favoráveis à realização da Expo Rondon estão os comerciantes. “Escutamos por parte dos empresários: ‘como vamos vender roupas sem o evento para utilizar?’. Nesse sentido, outros eventos, como o Miss Rondon, já foram cancelados e o movimento prejudicado. Nos preocupamos com a economia, posto que a festa do município movimenta muita coisa”, considera.

Loffi pontua que, em caso da festa do município ser realizada, possivelmente seria em condições de recursos reduzidos, ou seja, menos investimentos. “Sempre tivemos essa responsabilidade nas finanças, tanto que tivemos a Proem como fundação recorde de receitas em 2019. Contamos com a receita dos ingressos, venda de bebidas, patrocínio e isso compõe a situação”, detalha.

Ele pontua que o investimento é feito de acordo com a viabilidade do momento. “A questão que colocamos é: isso é viável ou não? Precisamos pagar um espaço, montamos estruturas e isso gera um custo. De todas as entradas, a aplicação é dimensionada. É claro que o evento é um forte ponto de negócios do comércio, mas muitas pessoas estão adquirindo apenas o essencial, já limitando os gastos nessas ocasiões. Então a dúvida é: vale a pena”, questiona.

 

OUTRA DATA

Segundo o diretor-presidente da Proem, há sugestões para a Expo Rondon ser realizada após o inverno. Todavia, observa: “Se acontecer mais para frente, a festa de 2021 vai ser realizada em pouco mais de seis meses depois. E aí? É preciso que haja uma recuperação econômica para que o evento tenha sucesso. Colocamos recursos na realização e esperamos que o evento gere lucros. Contudo, se hoje as pessoas estão com dificuldades financeiras, lá na frente pode ser o mesmo caso. É preciso ter cautela. Hoje é quase consenso que a Expo Rondon não será realizada em julho. Nem há tempo hábil para isso e a população pensa dessa forma. Então, é quase um fato consolidado”, ressalta.

 

JUNÇÃO COM A OKTOBERFEST

Questionado se existe a possibilidade de a Expo Rondon ser realizada junto da Oktoberfest, como estão sugerindo alguns rondonenses, Loffi responde: “Se formos ver, dentro da Expo Rondon temos algumas coisas da Oktober. Por exemplo, os idosos têm a tarde alemã, o festival da cerveja pode ser unificado, temos as associações que trabalham em ambas oportunidades, o jantar alemão que é servido pelo Rotary, temos o café colonial nas duas ocasiões, a Casa Cultural identificada com público jovem e apresentações. Assim, teria como a gente fazer uma unificação, uma intermediação. Sempre há possibilidades. Nossa raiz cultural é alemã e neste ano o município completa 60 anos. Essas similaridades facilitariam bastante, mas não sou eu quem toma a decisão”.

Ele lembra ainda de um dos maiores eventos da Expo Rondon: a Festa Nacional do Boi no Rolete. “Várias empresas participam do concurso, e cada uma delas foi atingida pela pandemia de alguma maneira e agora decide prioridades. É preciso buscar a unidade entre elas”, salienta.

 

MODELOS

Na opinião do diretor-presidente da Proem, uma das vantagens do município é que com o passar dos anos criou-se um modelo para esses eventos, o que garante o bom andamento deles. “Nós temos as estruturas, os patrocinadores e a confiança do público. O sucesso do evento depende do engajamento de todas as partes e é preciso não desagradar nenhum dos lados que estavam contentes. Em maio chegaremos a um denominador comum”, projeta.

 

OLHAR POSITIVO

Loffi destaca a adaptação que a sociedade teve perante o fenômeno envolvendo o novo coronavírus. “No início, era um bicho de sete cabeças e hoje percebemos que com cuidado, responsabilidade e cada um sabendo se colocar no lugar do outro, sem sobrepor o individual ao coletivo, nós conseguimos superar esse momento. Essa visão de proteção e segurança permanecerá no pós-pandemia. Assim, todos conhecimentos e colocações serão discutidos ao tomar uma decisão sobre a Expo Rondon. Todas as partes serão ouvidas”, frisa. “Antes muitas pessoas não conseguiam ver a amplitude dos eventos no Brasil, como eles movem a economia e agora percebem. Não há previsão de retomada das atividades por completo, mas queremos que seja o mais rápido possível. Penso na economia e me coloco no lugar das pessoas com dificuldades. Os empresários devem atuar no campo das ideias diante dessas adversidades e estar dispostos a se reinventar”, evidencia.

 

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