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Economista aconselha: pagar dívidas é prioridade

calendar_month 30 de novembro de 2018
4 min de leitura

 

A entrada de dinheiro extra do 13º salário pode significar um alívio nas finanças de quem quer garantir um fim de ano tranquilo. Para os economistas, o momento é de cautela, principalmente por conta do endividamento da população.

Mas, afinal, o que é certo fazer com esse dinheiro? Como devemos gastá-lo para obter mais satisfação? Em primeiro lugar, é preciso dividir as pessoas em dois grupos: as que possuem dívidas e as que não as possuem.

Uma sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que boa parte dos paranaenses (33,3%) vai aproveitar o 13º salário para quitar dívidas. Além da regularização de dívidas, 21,6% dos paranaenses pretendem utilizar o dinheiro extra para fazer uma reserva financeira e 17,8% planejam usar o valor para viajar. A compra de presentes para as festas natalinas foi mencionada por 16,2%, o pagamento de impostos e taxas por 10,2% e a mesma parcela (10,2%) ainda não sabe o que fazer com o 13º salário.

Analisando o atual quadro econômico, o economista Luis Carlos Fabris, professor nas áreas de Administração e Economia e coordenador do curso de Administração da Faculdade Assis Gurgacz (FAG), campus de Toledo, destaca que a primeira recomendação para o consumidor que recebe o 13º salário é ter cautela. “O consumidor precisa estar atento porque as taxas de juros são mais elevadas usando o cartão de crédito, crédito especial ou outros tipos de financiamentos. A princípio, é interessante, antes de tudo, quitar as dívidas já contraídas”, orienta.

Caso o consumidor não tenha dívidas, Fabris diz que ele fica livre para usar esse adicional de uma forma mais racional, comprando à vista e obtendo alguns descontos. “Com as atuais taxas de juros, seria mais adequado o uso racional, primeiro quitando as dívidas e em um segundo momento, se houver disponibilidade e sobrar algum dinheiro, poder negociar esse valor de uma maneira à vista para poder ter desconto”, enaltece.

O economista também declara ser imprescindível o consumidor se organizar financeiramente e reservar uma parte do 13° salário para as despesas extras de início de ano, como IPTU, IPVA, material escolar, entre outros. “É preciso fazer esse planejamento e deixar essa reserva. Além disso, o consumidor deve ter em mente que, diante da atual conjuntura econômica, há a possibilidade da perda de emprego e numa situação de desemprego não tem como honrar esse compromisso”, destaca.

 

Compras

Sendo o fim de ano o período em que os comércios mais vendem, Fabris orienta aqueles que vão utilizar o adicional para ir às compras. “É aconselhável que as pessoas se contenham nas compras, analisando sua disponibilidade e verificando quanto tem de dinheiro, para evitar transtornos futuros”, alerta.

Além disso, ele chama a atenção para o fato de o comércio oferecer vantagens aos clientes que antecipam suas compras para o fim do ano. “É interessante não deixar para última hora se pretende fechar um negócio, seja a compra de um eletrodoméstico ou um novo equipamento eletrônico, que são produtos mais vendidos nessa época”, declara, acrescentando que também é importante pesquisar e verificar quais os estabelecimentos que oferecem maiores vantagens, seja no pagamento à vista ou parcelado.

O economista ressalta o fato de o consumidor estar mais cauteloso, devido ao momento de incertezas na economia. “Entendo que todas as notícias que circundam essa questão financeira, principalmente de empregos e desempregos, deixem o consumidor mais cauteloso. No entanto, acredito que nos próximos meses ele (consumidor) irá retomar o consumo em função da melhora da economia, tendo em vista que já se percebe acenos do governo federal em várias direções e que podem trazer grandes benefícios. E o consumidor está atento a isso”, salienta.

 

Investimentos

Com a grande crise financeira instaurada no país, as cidades da região Oeste também enfrentam dificuldades. Mas, na visão do economista, existe uma perspectiva positiva para o ano de 2019, com retomada do crescimento econômico e consequente aumento no número de vagas nas pequenas, médias e grandes empresas. “E isso é bom. No entanto, é preciso ter cautela nesse momento de crise. É um ciclo que acreditamos estar se encerrando, mas é aconselhável evitar principalmente dívidas em longo prazo, onde não se consegue calcular os riscos à situação financeira”, pontua.

Para quem pensa em utilizar o 13° salário para investir em bens ou negócios, a recomendação é ter cuidado e atenção, avaliando todos os aspectos antes de tomar decisões. “É interessante guardar até julho de 2019, quando, ao que tudo indica, teremos um quadro econômico maior e mais estável, e então tomar decisões que demandam de um prazo maior serão viáveis”, finaliza Fabris.

 

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