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Editorial: A destruição de Pessuti

N atilde;o h aacute; cr iacute;tica e for ccedil;a mais contundente do que aquela que vem de dentro do pr oacute;prio governo para detonar o governante. Para ldquo;queimar rdquo; o nome de um pol iacute;tico, basta os que trabalham com ele n atilde;o acreditar no que fazem e n atilde;o defender o que o governante prega.
Agora, se al eacute;m disso ainda existe um grupo forte, pr oacute;ximo, que a todo instante ataca o ocupante no cargo, eacute; como na linguagem do boxe, um direto no f iacute;gado.
Orlando Pessuti enfrenta os ldquo;inimigos rdquo; de dentro da casa. Roberto Requi atilde;o, por raz otilde;es oacute;bvias, quer que ele abra m atilde;o para Osmar Dias.
O PT, por raz otilde;es oacute;bvias, quer Osmar para formar um grande e diversificado palanque para sua candidatura presidencial, nem se importa tanto com quem Osmar vai governar, sabe que ele tem ao seu lado lideran ccedil;as que v atilde;o desde a esquerda at eacute; a extrema direita. Mas com Pessuti no p aacute;reo Osmar n atilde;o vai.
Por isso, o governante em quest atilde;o foi metralhado durante algumas semanas e mais intensamente agora nos uacute;ltimos dias, quando as coisas chegaram ao veredicto. Mesmo assim, o esfor ccedil;o dos ldquo;mui aliados rdquo; de Pessuti pode ter sido em v atilde;o.
Osmar agora depende de outras circunst acirc;ncias, a de seu irm atilde;o Alvaro. E se Alvaro for confirmado candidato a vice-presidente na chapa de Jos eacute; Serra, Osmar tende a abrir m atilde;o da candidatura, mesmo com tudo que poderia imaginar, e talvez mais do que tivesse imaginado quando pela primeira vez tentou ou admitiu uma aproxima ccedil; atilde;o com o PT.
Osmar est aacute; praticamente ldquo;apeando rdquo; de um cavalo encilhado, uma manobra dif iacute;cil para qualquer pol iacute;tico, imagina para algu eacute;m que sonhou em ser governador durante quatro anos.
O que restar aacute; agora ao PMDB?
Se confirmada a desist ecirc;ncia de Osmar Dias, o PMDB ter aacute; que juntar os cacos, refazer um projeto de candidatura que Pessuti heroicamente vinha alimentando e tentar o agora quase imposs iacute;vel, tornar o maior partido do Paran aacute; uma legenda menos pesada para seus deputados federais e estaduais.
Com isso, Requi atilde;o, que era considerado senador eleito por tudo e por todos, passa a disputar a elei ccedil; atilde;o, tudo que ele n atilde;o queria, com Osmar Dias e Ricardo Barros da oposi ccedil; atilde;o e Gleisi Hoffmann com o apoio prov aacute;vel do governador e do presidente Lula e sua candidata presidencial.
Uma outra realidade est aacute; por vir.
Pessuti t atilde;o agredido pelo ex-governador e tantas vezes humilhado por ele vai fazer for ccedil;a para eleger Requi atilde;o? Eacute; pouco prov aacute;vel.
A essas alturas, Pessuti pode at eacute; aceitar ser candidato, mas n atilde;o far aacute; nada para ajudar seu ldquo;algoz rdquo;, pelo contr aacute;rio, poder aacute; fazer, antes, algo contra. E fazer algo contra eacute; ajudar Gleisi Hoffmann e Osmar Dias.

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