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Em nota, Vaticano condena cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris

Associado à ‘Última Ceia’, de Leonardo da Vinci, segmento tem gerado polêmica desde a transmissão


calendar_month 5 de agosto de 2024
2 min de leitura

Autoridade do governo central da Igreja Católica no Vaticano, a Santa Sé emitiu nota com críticas à cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris, que ocorreu sexta-feira (26), no Rio Sena. Um dos segmentos do evento, que causou polêmica no fim da semana passada, foi apontado por críticos como um “deboche” à obra da ‘A Última Ceia’, quadro de Leonardo da Vinci que retrata episódio bíblico.

Em nota, a Santa Sé se diz “entristecida”, sem citar exatamente o segmento, e chama as cenas de ” alucinações que ridicularizam as convicções religiosas de muitas pessoas”. Afirma ainda não estar questionando a liberdade de expressão, mas argumenta que ela “encontra seu limite no respeito pelos outros”.

O diretor artístico Thomas Jolly foi um dos primeiros a se pronunciar. Afirmou que a intenção das cenas eram reproduzir “um festival pagão dos deuses do Olimpo” e não debochar ou zombar. O comitê organizador de Paris-2024, por meio da porta-voz Anne Deschamps, afirmou que “nunca houve a intenção de mostrar desrespeito a nenhum grupo religioso” e lamentou o entendimento dos críticos.

Oba que teria inspirado a cena nas Olimpíadas de Paris — Foto: Reprodução

Nas redes, historiadores e internautas associaram a representação à obra “Le Festin des Dieux” (A Festa dos Deuses, em tradução livre), do holandês Jan Van Bijlert, pintura que retrata o Olimpo, onde os deuses estão reunidos para um banquete que celebra o casamento de Tétis e Peleu com destaque para Apolo, coroado ao centro. A obra também faz referência a Dionísio (ou Baco), deus do vinho e das festividades.

Veja a nota da Santa Sé:

A Santa Sé se sente entristecida com certas cenas da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris e não pode deixar de se unir às vozes que se levantaram nos últimos dias para lamentar a ofensa feita a muitos cristãos e crentes de outras religiões.

Em um evento prestigioso onde o mundo inteiro se reúne em torno de valores comuns, não deveriam aparecer alucinações que ridicularizam as convicções religiosas de muitas pessoas.

A liberdade de expressão, que, evidentemente, não está sendo questionada, encontra seu limite no respeito pelos outros.

Com O Globo

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