
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira, 1º, que o Enem 2016 será adiado para 191.494 estudantes afetados pelas ocupações de escolas do Paraná e outros estados brasileiros. Ao invés de realizarem as provas nos próximos dias 5 e 6, esses estudantes farão as provas nos dias 3 e 4 de dezembro. No Paraná, 41.168 alunos de 74 escolas ocupadas serão afetados.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que são 304 locais de aplicação de prova ocupados no país e divulgou a lista completa em seu site na internet.
Os inscritos afetados pelas ocupações serão avisados pelo Inep por meio de SMS, e-mail e divulgação no site. Será possível, ainda, acessar o aplicativo Enem 2016 ou se informar pelo 0800 616161.
Segundo o Inep, a mudança dos locais de prova na véspera da aplicação coloca em risco a segurança do Enem. O exame exige um plano logístico de distribuição do material, com rotas pré-definidas, escoltas policiais e efetivo policial destacado para a operação. A alteração desses locais implica em reprocessar todo o material para readequação da nova logística.
O local requer, ainda, estrutura mínima para receber a aplicação, ter acessibilidade para deficientes físicos (banheiros adaptados, mobiliário adequado para cadeirantes, surdos, cegos e à faixa etária), além de salas extras e estudo de plano de risco.
A nova aplicação será em tempo hábil para a utilização dos resultados no SISU, Fies e Prouni. Do ponto de vista da prova, os novos itens serão equivalentes, de modo a garantir a isonomia do Enem.
O Inep está preparando um plano logístico para garantir a segurança e tranquilidade da aplicação das provas no início de dezembro. Os novos locais de prova serão divulgados oportunamente.
Negociação– O chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Valdir Rossoni, diz que o Estado ainda tenta negociar com estudantes a desocupação das escolas que terão Enem no próximo final de semana. Segundo Rossoni, das 300 escolas ocupadas, 116 estão entre as que teriam provas do Enem. A prioridade é negociar a desocupação dessas unidades. Estamos fazendo um trabalho em conjunto o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública. Estamos negociando com esses estudantes para ver se conseguimos desocupar para poder fazer as provas do Enem. Temos conseguido avançar. Agora estamos nos dedicando em cima dessas 116 onde vai acontecer as provas do Enem”, afirmou.