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Entenda como se formou o tornado em Rio Bonito do Iguaçu

Cidade foi devastada pela força dos ventos; cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas


calendar_month 9 de novembro de 2025
2 min de leitura

A cidade de Rio Bonito do Iguaçu foi devastada pela força dos ventos de um tornado classificado como F3 na Escala Fujita. O fenômeno causou grande destruição, deixando cinco pessoas mortas e centenas de feridos, além de inúmeros imóveis danificados.

Segundo Lizandro Jacobsen, meteorologista do Simepar, tornados desse tipo não são comuns, mas há registros na literatura nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

“Foi um fenômeno muito intenso, que devastou praticamente toda a cidade”, destacou o meteorologista.

Jacobsen explicou que o tornado se formou a partir de várias células de tempestades que surgiram antes da chegada de um sistema frontal. A ocorrência do tornado também está sendo investigada em outras cidades da região.

“A frente fria estava atuando um pouco mais ao sul, entre a área de fronteira com o Paraguai e a Argentina. Na dianteira desse sistema, formaram-se várias células de tempestades, conhecidas como áreas de instabilidade pré-frontais. Essas células, combinadas com o forte calor na região, se desenvolveram de forma intensa. Quase todas as supercélulas possuem ventos rotacionais dentro da nuvem, mas raramente o funil chega a tocar o solo. Desta vez, porém, o tornado se formou completamente, foi muito intenso e acabou atingindo Rio Bonito do Iguaçu”, explicou.

A expectativa é de que o tempo fique estável, já que a frente fria se afasta e passa a atuar sobre o Sudeste do Brasil.

Ainda há ventos fortes no litoral, o que pode impactar a navegação e provocar ressaca até o domingo (9) na região das praias. No interior do estado, a previsão é de predomínio de sol até terça-feira (11).

“Somente a partir de quarta-feira é que volta a haver condições de tempo mais instável. Essa situação, no entanto, requer monitoramento e acompanhamento das atualizações dos modelos computacionais de previsão do tempo”, concluiu Lizandro.

Imagem Jefferson Silva/ Rádio Campo Aberto/ Coprossel

Imagens Reprodução

Com Catve.com

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