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Estudo sugere que maconha tem eficácia terapêutica limitada

calendar_month 27 de junho de 2015
2 min de leitura

Divulgação

A eficácia terapêutica da maconha é limitada ou incerta dependendo dos sintomas, revelou a análise dos resultados de 79 testes clínicos – segundo estudo publicado nesta semana na revista científica “Journal of American Medical Association (JAMA)”. A análise dos estudos feitos com 6,5 mil participantes sugere que o psicotrópico provoca uma melhoria variável dos sintomas, mas não foi possível provar isso estatisticamente.

Os autores descobriram que os canabinoides podem ser benéficos para o tratamento de dores neuropáticas crônicas e espasmos causados pela esclerose múltipla. Mas encontraram evidências fracas de que a maconha proporciona uma melhoria para os pacientes com câncer que sofrem de náuseas ou vômitos provocados pela quimioterapia, bem como os que sofrem de insônia ou síndrome de Tourette.

Quanto à ansiedade e depressão, não houve melhora. Esta investigação também mostra um aumento do risco de certos efeitos colaterais, alguns dos quais graves. Os mais comuns são tontura, boca seca, náuseas, fadiga, sonolência, euforia, vômitos, desorientação, perda de equilíbrio ou alucinações.

Benefício ou malefício?

Os peritos não encontraram nenhuma diferença clara sobre benefícios ou malefícios dependendo do tipo de canabinoide – existem cerca de 100 tipos na planta de cannabis – e seu modo de administração.

Segundo os autores, é necessário “realizar testes clínicos extensos para confirmar os efeitos dos canabinoides, assim como pesquisas adicionais para avaliar a própria planta cannabis, uma vez que há poucos dados científicos para descrever seus efeitos”.

Nos Estados Unidos, 23 estados e a capital federal, Washington DC, legalizaram o uso medicinal da cannabis e vários outros países têm leis semelhantes. No Uruguai, a produção e a venda da maconha é regulada pelo estado.

“Se o objetivo dos estados com a legalização é apenas de natureza médica e não um meio para descriminalizar a maconha, porque este psicotrópico não sofre o mesmo rigoroso processo de aprovação aplicado aos remédios?”, questionaram os médicos Deepak Cyril D’Souza e Mohini Ranganathan, da faculdade de medicina na Universidade de Yale (Connecticut).

Outro estudo publicado no JAMA esta semana mostra que apenas 17% dos 75 produtos vendidos e administrados por via oral aos doentes, em Seattle, San Francisco e Los Angeles, indicam o teor exato de tetraidrocanabinol, principal substância psicoativa da maconha.

 
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