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Família brasileira relata clima de tensão em região bombardeada no Líbano: “não tem mais lugar seguro”

Paranaenses têm quatro filhos e são responsáveis por sobrinhos, na terça-feira (1º) um avião da FAB com objetivo de repatriar brasileiros que pediram ajuda do governo do Brasil deve decolar do Rio de Janeiro


calendar_month 2 de outubro de 2024
2 min de leitura

A paranaense Valquíria Alves Levino Zimer e o marido Taan Ahmad Nasser, libanês naturalizado brasileiro, relataram o clima de tensão na região do Qilya, no Vale do Bekaa, no Líbano onde vivem e que tem sido bombardeada por Israel.

Eles tiveram que abandonar a casa onde vivem com os quatro filhos e sobrinhos devido a intensificação dos bombardeios na região.

“Hoje não tem mais lugar seguro. Ontem minhas filhas, minha mulher e sobrinhos foram pegar uma pizza e um avião jogou bomba pertinho deles também. […] É triste, você fica desesperado, é grito para todos os lados, feridos, mortos, quem ajuda, quem fica para trás. Tem dificuldade de chegar as ambulâncias, estão atacando estradas, é difícil”, relatou o homem em entrevista à RPC.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 1 mil pessoas foram mortas e 6 mil ficaram feridas ao longo das últimas duas semanas. O governo afirmou ainda que 1 milhão de pessoas, praticamente um quinto da população do país, deixaram as casas onde viviam.

Na segunda-feira (30), o governo brasileiro decidiu começar uma operação de resgate dos cidadãos que estão no Líbano e na terça-feira (1º) um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com objetivo de repatriar brasileiros que pediram ajuda do governo do Brasil deve decolar do Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com informações da TV Globo, quase 3 mil cidadãos brasileiros que estão no Líbano demonstraram interesse em voltar ao Brasil. A maioria é de moradores do Vale do Bekaa e da capital, Beirute.

Entre eles estão a família de Valquíria e Taan, que preencheram formulário e aguardam a chegada do voo da FAB. “quando o avião brasileiro vier, vai minha mulher e meus quatro filhos”, frisou o homem.

Ele afirma que terá que ficar porque os sobrinhos libaneses não possuem passaporte. “Não tenho como largar eles e ir para o Brasil”, relatou o homem.

Em Foz do Iguaçu, vivem familiares deles que acompanham apreensivos o desenrolar da situação. A cidade paranaense abriga a segunda maior comunidade árabe do país, com cerca de 20 mil integrantes.

Com G1

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