A previsão inicial do Departamento de Economia Rural (Deral) de Toledo, vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e do Abastecimento (Seab), apontava para a retirada de 2.518.784 toneladas nos 423.325 hectares cultivados com milho safrinha nos cerca de 20 municípios atendidos pela regional.
No entanto, conforme o técnico do Deral, Paulo Oliva, tal índice foi revisado para baixo devido especialmente à estiagem que ultrapassou 42 dias e gerou danos ao potencial produtivo das lavouras. “Nossa projeção atual é de que sejam colhidas 1.084.475 toneladas nos 423.325 hectares, quebra de 17,2% em se tratando de produtividade”, salienta.
Oliva acrescenta que a colheita deve ser de 4,95 toneladas por hectare, somando 82,5 sacas por hectare ou aproximadamente 200 sacas de milho safrinha por alqueire. “Alguns fatores influenciaram a queda de produtividade na cultura, sendo o principal a estiagem ocorrida entre os meses de abril e maio, o que afeta no desempenho anteriormente analisado à região”, menciona, lembrando que ainda assim o resultado tende a ser positivo devido aos valores praticados.
O técnico do Deral diz que se de um lado há redução de 17% na produção, de outro os preços estão 38% acima do que os praticados em 2017. “Portanto, a expectativa de faturamento para este ano é um pouco superior do que no ano passado”, ressalta.
Ele reforça que, considerando que 70% das lavouras se encontram na fase de frutificação e 30% em maturação, eventuais geadas não influenciam mais na produtividade. “A expectativa é de que o tempo se mantenha firme pelos próximos dias para que o produtor possa entrar e colher suas áreas de terra, o que deve ser concluído no final de agosto”, menciona.
De acordo com Oliva, 30.620 hectares estão cultivados com trigo em todos os municípios, cuja tendência é colher 91.664 toneladas. “As condições estão interessantes para uma boa produção, sendo que a estimativa de produtividade se mantém a mesma”, conclui.
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