O Presente
Arno Kunzler

Frustração

calendar_month 24 de março de 2026
2 min de leitura

Não há como negar que o projeto presidencial do governador Ratinho Junior acabou sendo uma grande frustração não só para o PSD, mas também para o governador e todo seu time.

Ratinho construiu um grande projeto político. Era para disputar a presidência da República com chances de chegar ao segundo turno e fazer o sucessor no Paraná.

De quebra, ainda tinha perspectiva de eleger um ou dois senadores, uma enorme bancada federal e a grande maioria dos deputados estaduais.

Estava tudo certo e planejado.

Até o adversário ideal, com Requião Filho para governador e o apoio do PT.

Porém, apareceu um intruso inesperado no meio do jogo e embaralhou tudo.

Com Sergio Moro liderando as pesquisas ao Governo do Paraná, o governador contava com seus aliados para aniquilar sua candidatura dentro do próprio partido, o União Brasil.

E, até que estava dando certo.

Mas de repente tudo mudou.

Flávio Bolsonaro, lançado pelo pai e com desconfiança de muitos aliados, no primeiro momento, foi crescendo e aos poucos se tornando um gigante.

Aí veio o golpe de mestre: Flávio não conseguiu demover Ratinho da pretensão de disputar a presidência e resolveu agir convidando Sergio Moro a se filiar ao PL e ser o seu candidato no Paraná.

Foi a gota d’água para o barco do PSD no Paraná bater em retirada.

O projeto político do governador não era mais só do governador.

Agora tinha o plano nacional, mas principalmente o plano estadual, onde seus aliados, sem um norte e cheios de incertezas, resolveram agir por conta e risco.

Ratinho fracassou como candidato a presidente, mas não como governador, onde exibe enorme talento e criatividade em quase todas as áreas do governo.

A renúncia pode significar o fim precoce de uma carreira política promissora que, de certa forma, nos mostra mais uma vez como o Paraná é pequeno diante do contexto nacional.

Resta ao governador terminar o governo muito bem-sucedido, por sinal, e, de quebra, se ainda tiver motivação para tal, tentar reorganizar seu time para disputar o governo contra Sergio Moro, que de zebrão talvez já seja visto como favorito.

Por Arno Kunzler. Ele é jornalista. Fundador do Jornal O Presente, fundador da Editora Amigos e proprietário da Editora Gralha Azul

arno@opresente.com.br

@arnokunzler

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