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Uma notícia que tem circulado na imprensa e em redes sociais, nos últimos dias, tem chamado atenção de muitas mulheres. Um estudo realizado pelo Instituto do Câncer da França, divulgado na semana passada, revela que implantes nos seios podem causar um tipo raro de tumor no sistema linfático. Em razão das conclusões dos especialistas, o governo francês estuda até mesmo a proibição de próteses mamárias no país.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Mastologia emitiram um comunicado em conjunto para informar que, com base nos dados de conhecimento global desse e dos demais estudos analisados até o presente momento, não há necessidade de alarme em relação a riscos oncológicos ou em relação a outras doenças que possam ser provocadas pelas próteses mamárias.
As entidades ressaltam ainda que as próteses mamárias são, entre todas as próteses implantadas no corpo humano com diferentes finalidades médicas, aquelas que foram mais extensivamente estudadas na literatura científica. Elas vêm sendo implantadas em todo o mundo há muitas décadas e a sua segurança continuamente avaliada.
A reportagem de O Presente conversou com a mastologista e ginecologista Estela Regina Eidt, que possui mestrado em Radiodiagnóstico, para falar sobre o assunto. Ela comenta que o implante é um corpo estranho no organismo e, por isso, há necessidade de sempre haver cuidados. Há necessidade de fazer exames. Oriento minhas pacientes com menos de 35 anos a fazer ultrassom de mama anualmente, a partir do momento da colocação do implante de silicone ou da prótese, e mamografia a partir dos 35 anos, também anual, associada a ultrassom. Quem tem prótese precisa ter esse cuidado básico, recomenda.