O Presente
Geral

Jean Charlotin é o 1° haitiano graduado pela FAG; ele quer cidadania brasileira para poder ser professor 

calendar_month 4 de janeiro de 2020
3 min de leitura

Jean Renald Charlotin chegou ao Brasil em 2013. O pai e irmãos escolheram viver na França, já ele preferiu terras brasileiras. “No Haiti, na nossa educação básica, estudamos a história do Brasil, de como o país se tornou independente de Portugal. Além disso, o futebol brasileiro é uma das nossas grandes paixões. Muitos haitianos sonham em conhecer o Brasil”, conta.

Já no Brasil, o jovem que falava inglês e francês teve algumas dificuldades com a tradução dos documentos de imigração para conseguir trabalho e poder dar sequência aos estudos. Preferiu então cursar novamente o ensino médio pelo Ceebeja (Centro Estadual de Educação Básica de Jovens Adultos), experiência que oportunizou o conhecimento sobre a educação pública brasileira. Em quatro meses no Brasil, Jean já se comunicava em português.

Escolheu o Centro Universitário FAG para estudar Letras. “No ensino médio brasileiro eu me apaixonei pela literatura brasileira. Gosto de ler, escrever, de opinar e tudo isso eu encontro no curso de Letras”, comenta.

Jean diz que agora tenta tirar a cidadania para, enfim, poder atingir o seu objetivo de trabalhar como professor no Estado. “Quero ser professor de Português e Inglês, e aplicar uma metodologia com meus alunos para que eles sejam capazes de se expressar na língua inglesa. Também sonho em ter uma escola de idiomas”, menciona.

No Brasil o haitiano tem um projeto voluntário de aulas de francês para crianças que são atendidas pela Cáritas Arquidiocesana de Cascavel. Também leciona a sua língua nativa em uma escola de idiomas da cidade, além de trabalhar em uma cooperativa agroindustrial.

Saudades da terra natal ele tem, mas confessa que não deixa mais o Brasil. “Penso em voltar para o Haiti para visitar. O Brasil é a minha segunda terra e eu amo viver aqui”, ressalta.

 

A IMIGRAÇÃO HAITIANA
O Haiti é considerado o país mais pobre das Américas e é abalado por crises econômicas, políticas e sociais.

O cenário foi agravado por um terremoto que devastou o país em 2010 e pelas consequências do furacão Matthew em 2016, e mais recente os protestos na Capital Porto Príncipe, em 2019.

O Brasil lidera desde 2004 a Missão da ONU para estabilização do Haiti; a convivência com os militares de boinas azuis levou ao estreitamento das relações entre brasileiros e haitianos. Muitos escolhem o Brasil para oportunidades de trabalho, alavancadas em 2014 pela preparação estrutural para sediar a Copa do Mundo.

 

Com assessoria

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.