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Justiça do Paraguai nega pedido de prisão domiciliar para Ronaldinho

calendar_month 10 de março de 2020
3 min de leitura

A Justiça do Paraguai decidiu nesta terça-feira (10) que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis vão permanecer presos em um centro de detenção em Assunção enquanto o processo criminal tramita, segundo o jornal local “ABC Color”.

Os dois brasileiros haviam apresentado como fiança um imóvel que pertence a um terceiro. O local onde eles queriam ficar detidos é uma casa no bairro de Itá Enramada. Segundo o juiz, faltaram documentos do imóvel dado como garantia.

Eles, no entanto, vão permanecer presos no Centro de Agrupación Especializada.

Os representantes legais de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão Roberto de Assis haviam pedido na segunda-feira (9) para que os dois fossem transferidos para prisão domiciliar no próprio Paraguai, noticiou o Globoesporte.com.

Em uma entrevista a uma rádio do Paraguai, o ministro da pasta de combate à corrupção, René Fernández, afirmou que os irmãos fizeram um pagamento de 59 milhões de guaranis (cerca de R$ 42,6 mil) para o início do trâmite para obter cidadania.

Ronaldinho e Assis foram detidos na quarta-feira (4) após chegar a Assunção e estão presos de maneira preventiva no país vizinho. Eles são processados, por enquanto, por uso de documentos paraguaios irregulares. A prisão preventiva pode durar até seis meses.

O promotor Osmar Legal – que atua no processo em que Ronaldinho Gaúcho e de Roberto de Assis, irmão do ex-jogador, são investigados por uso de passaportes falsos no Paraguai – afirmou no domingo (8) ao Globoesporte.com que os dois também são investigados por outros crimes.

Foi ele quem pediu, no sábado (8), a manutenção da prisão dos brasileiros, alegando “risco de fuga e que o Brasil não extradita seus cidadãos”. Na tentativa de transformar o caso em prisão domiciliar, a defesa alegou que Assis tem um problema no coração e precisa de cuidados médicos.

Mais prisões no caso

Funcionários da Secretaria Nacional de Aeronáutica Civil e funcionários da Imigração do Paraguai forma presos nesta terça-feira (10) no país por seu envolvimento com a falsificação de documentos de Ronaldinho Gaúcho, segundo o jornal “ABC Color”.

Os servidores são acusados de terem permitido a entrada do ex-jogador, do seu irmão Roberto de Assis e de Wilmonedes Sousa Lira, o empresário que é suspeito de ter falsificado os documentos.

Na segunda (9), a polícia paraguaia já havia anunciado a prisão do funcionário que permitiu a entrada de Sousa Lira.

O servidor, identificado como Jorge Rodrigo Villanueva, permitiu a passagem de Sousa Lira em 26 de fevereiro. Assim como Ronaldinho e Assis fizeram na semana passada, o empresário brasileiro entrou com documentação paraguaia falsa.

O Ministério Público suspeita que o funcionário permitiu o ingresso do brasileiro sabendo que a documentação era falsa. De acordo com os promotores que atuam no caso, a falsificação era visível a olho nu, em uma primeira vista, o que sugeriria participação do servidor no esquema.

Com G1

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