Copagril
Geral OPERAÇÃO ROMANOS

Justiça revoga afastamentos cautelares de auditores fiscais federais agropecuários

(Foto: Divulgação)

O Ministério Público Federal revogou a ordem cautelar de afastamento de 19 auditores fiscais federais agropecuários que foram acusados pela companhia BRF em delação premiada relativa à quarta fase da Operação Carne Fraca, denominada Operação Romanos. De um total de 68 servidores acusados pela empresa, 22 eram auditores fiscais federais agropecuários, mas apenas dois ainda estavam atuando na fiscalização da BRF quando a operação foi deflagrada.

Com a revogação, 11 AFFAs foram autorizados a retornar ao trabalho, mas ainda não podem atuar especificamente em fiscalizações perante a BRF. Outros seis auditores fiscais agropecuários foram autorizados a voltar apenas para atividades administrativas. Três AFFAs citados no processo estavam aposentados e apenas três permanecerão afastados, segundo determinação do MPF. As acusações davam conta que servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento eram beneficiados com planos de saúde pagos pelas empresas que fiscalizavam.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários apoia e sempre apoiou a Operação Carne Fraca. As primeiras denúncias de desvio saíram do próprio sindicato, muito antes de ter início a operação. Foi também um AFFA (delegado sindical) o protagonista das denúncias contra a BRF. No entanto, o presidente do sindicato, Maurício Porto, ressalta a importância de uma apuração mais detalhada antes de se punirem e exporem servidores, para minimizar os riscos de injustiças. “O próprio MPF”, relata o presidente, “reconhece que alguns servidores listados na Operação, ainda que tenham tido plano de saúde pago pela BRF, tiveram pouco ou nenhum uso efetivo dele”. A manifestação do Ministério Público afirma que “as informações vindas com a deflagração da operação não se mostram suficientes, quanto a eles, por ora, para que se mantenha o afastamento cautelar do cargo”.

“Alguns colegas sofreram sérias consequências ao ter seus nomes envolvidos na Operação. Muitas vezes atuamos em cidades muito pequenas, o que significa que alguns precisaram tirar as crianças da escola, outros mudaram de endereço e ainda há aqueles que sofreram com depressão”, conclui Maurício Porto.

Segundo o presidente, o sindicato permanecerá atento e colaborando com toda e qualquer investigação.

 

Com Bem Paraná

TOPO